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Alckmin: Vamos ter conversa com secretário de comércio dos EUA nos próximos dias

Vice-presidente, também ministro do Mdic, descarta medidas heterodoxas para conter os preços dos alimentos e diz que não está definido se haverá corte no imposto de importação de óleos vegetais

28 fev 2025 - 19h45
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BRASÍLIA - O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, disse que ainda irá conversar com o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick. Como mostrou o Estadão/Broadcast, a expectativa era de que o encontro virtual acontecesse nesta sexta-feira, 28.

A reportagem apurou que, agora, a expectativa é de que a conversa ocorra na próxima semana. "Não tive (a conversa), e nós vamos ter, não está ainda acertado o dia e horário, mas deve ser nos próximos dias", respondeu Alckmin a jornalistas.

Lutnick foi confirmado no cargo na semana passada pelo Senado americano. Como mostrou o Estadão/Broadcast, o governo brasileiro aguardava algumas confirmações de indicados por Trump a postos na gestão americana para intensificar as negociações tarifárias com os Estados Unidos.

Somente nesta semana, por exemplo, foi aprovada a indicação de Jamieson Greer como Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), nome que trabalhará com Howard Lutnick na agenda de comércio de Trump.

Alckmin tem pregado o diálogo frente às ameaças do republicano sobre o comércio mundial. Na semana passada, ele reforçou que o Brasil buscaria os Estados Unidos para negociar uma saída à aplicação de tarifas que impactem a exportação de produtos brasileiros. Ele tem defendido a saída negociada pelo País em 2018 com os Estados Unidos, quando os brasileiros escaparam de uma sobretaxa sobre o aço exportando dentro de cotas para os americanos.

Preço de alimentos

Alckmin afirmou que nenhuma medida heterodoxa será tomada para conter o preço dos alimentos, rejeitando aumento de imposto ou a criação de tributo de exportação. Ele respondeu ainda que não há nenhuma decisão tomada sobre um eventual corte de imposto de importação sobre óleos vegetais.

"Não tem nenhuma decisão a esse respeito, essa é uma questão que está sendo discutida por vários ministérios. O que não terá é heterodoxia, aumento de imposto, criação de imposto de exportação", disse Alckmin a jornalistas.

Ele ainda classificou o clima previsto para 2025 como uma "boa notícia" que ajudará na safra agrícola e, portanto, no preço dos alimentos. Além disso, citou a expectativa de uma cotação mais baixa do dólar em relação ao patamar fechado em 2024.

"O que aconteceu em 2024? Nós tivemos dois problemas, um foi a seca. Você pegar o café, por exemplo, seca e calor, não tem nada pior. Então, a expectativa do clima para esse ano é boa", disse.

Como mostrou o Estadão/Broadcast mais cedo, o governo avalia zerar temporariamente o imposto de importação de todos óleos vegetais. A proposta está em análise no âmbito do grupo interministerial que discute medidas para redução dos preços dos alimentos.

Depreciação acelerada

O vice-presidente anunciou que o programa de Depreciação Acelerada terá R$ 1,5 bilhão neste ano para atender novas empresas. Serão ainda mais R$ 1,5 bilhão para 2026. As companhias interessadas poderão apresentar seus projetos à Receita a partir da próxima quarta-feira, 5.

"Então, você estimula as indústrias a trocarem máquinas, equipamentos, a terem máquinas mais eficientes, melhorarem produtividade e eficiência energética", disse Alckmin a jornalistas. A previsão é de que 25 setores serão atendidos, incluindo o setor automotivo e parte da indústria química.

Na depreciação acelerada — ou superacelerada, nesse caso, por concentrar o benefício em apenas dois anos —, o governo permite que empresas antecipem o abatimento de impostos a que têm direito em razão da depreciação de um bem de capital.

O montante em 2025 já pode ser viabilizado fiscalmente porque menos empresas requisitaram a depreciação acelerada no ano passado em relação ao esperado. O governo havia previsto R$ 1,7 bilhão no orçamento de 2024 para 50% do benefício às companhias habilitadas, e mais R$ 1,7 bilhão para a segunda parcela da depreciação neste ano.

Como só R$ 200 milhões foram usados em 2024, as empresas já habilitadas só precisarão de mais R$ 200 milhões neste ano para serem atendidas na segunda fase.

De acordo com Alckmin, o valor ainda poderá ser ampliado. "Isso não quer dizer que esse valor não possa ser aumentado. Nós queremos ganhar tempo, então já está liberado quarta-feira. R$ 1,5 bilhão para este ano e 1,5 bilhão para o ano que vem", disse o ministro.

Estadão
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