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Agronegócio pede leilão imediato de megaterminal em Santos para evitar colapso de porto

Com atrasos e restrições, associações do agronegócio temem impacto negativo na logística de cargas conteinerizadas e pressionam por soluções rápidas; mais cedo ministro de Portos e Aeroportos disse que leilão deve ocorrer em maio

10 fev 2026 - 19h27
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Associações ligadas ao agronegócio brasileiro se manifestaram em apoio à "imediata realização do Leilão do Tecon Santos 10, de forma ampla e irrestrita". As entidades avaliam que interromper ou atrasar o processo, em ano eleitoral, "compromete investimentos estruturantes e agrava a crise logística para as cargas conteinerizadas no Porto de Santos".

O pronunciamento é assinado pela Associação de Exportadores de Açúcar e Álcool (Aexa), Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), União Nacional do Etanol de Milho (UNEM) e Associação Logística Brasil.

Mais cedo, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, disse que a expectativa é de que o leilão do Tecon 10 ocorra em maio. Os cronogramas iniciais previam que a disputa acontecesse em janeiro de 2026, mas o prazo foi sendo estendido gradativamente. Os adiamentos ocorrem em meio aos imbróglios envolvendo restrições de participantes na disputa.

"O governo precisa esclarecer diretrizes que apontem para uma abertura isonômica e transparente, que não sugira predileção de parceiros e eleve o nível de competitividade, com base no livre mercado, gerando ainda mais argumentos para uma eminente judicialização", afirmam por meio de nota.

Representantes do agronegócio dizem que Porto de Santos vai colapsar já em 2030 se não houver expansão urgente
Representantes do agronegócio dizem que Porto de Santos vai colapsar já em 2030 se não houver expansão urgente
Foto: Tiago Queiroz/Estadão / Estadão

As entidades avaliam que esse cenário atrasaria ainda mais a maior licitação portuária da história do Brasil e colocaria o País diante de um cenário crítico. "O Porto de Santos vai colapsar já em 2030 se não houver expansão urgente", reforçam.

Em 2025, o setor de café, por exemplo, acumulou R$ 66,1 milhões em prejuízos logísticos, com 55% dos navios atrasados e 1.824 contêineres não exportados por mês, gerando US$ 2,64 bilhões em receitas cambiais perdidas, ainda segundo o pronunciamento.

Restrições

O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu que o certame não será aberto para a participação de operadores já atuantes no complexo santista. No entanto, a limitação de participantes tem sido alvo de empresas e associações.

"Nós ainda estamos modelando o edital com a Antaq para apresentá-lo ao presidente Lula após o Carnaval e a partir daí tomarmos uma decisão conjunta", disse Costa Filho em evento do BTG Pactual realizado nesta terça-feira.

Estadão
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