Ações da Yum caem após notícia de que autoridades de saúde dos EUA investigam Taco Bell por surto de ciclosporíase
As ações da Yum Brands caíram quase 3% nesta terça-feira, depois que o Washington Post noticiou que autoridades sanitárias federais e estaduais estavam investigando se a alface servida no Taco Bell poderia estar associada a um surto de ciclosporíase, uma doença intestinal.
Os casos da doença, que causa diarreia, náusea e outros sintomas gastrointestinais, têm aumentado constantemente nos últimos meses em todo o país. Trinta e quatro Estados relataram casos, de acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC).
"As autoridades de saúde pública não confirmaram uma ligação com a Taco Bell ou com qualquer ingrediente, fornecedor, restaurante ou varejista específico", afirmou a Taco Bell, acrescentando que retirou voluntária e temporariamente alguns ingredientes em restaurantes selecionados como medida de precaução.
A rede afirmou que continuará monitorando de perto a situação e seguindo as orientações das autoridades de saúde pública.
No Brooklyn, várias grandes redes de supermercados e fast-food, incluindo a Taco Bell, não haviam afixado avisos nem retirado produtos das prateleiras na terça-feira, observou um repórter da Reuters.
A maioria das pessoas nas lojas e nas calçadas também não tinha ouvido falar do surto, embora a funcionária de escritório Dee Stephens -- que estava do lado de fora do Taco Bell na Bushwick Avenue -- tenha dito que planejava evitar a alface.
Surtos de doenças transmitidas por alimentos podem pesar fortemente sobre as ações de restaurantes. O McDonald's foi alvo de escrutínio durante um surto de ciclosporíase relacionado a saladas em 2018, enquanto o Chipotle Mexican Grill enfrentou uma série de graves surtos de E. coli e norovírus em vários Estados dos EUA, o que prejudicou as vendas e o preço das ações da empresa.
"A percepção é tão importante quanto os fatos nas fases iniciais de uma investigação de segurança alimentar. Mesmo uma ligação não confirmada a uma doença transmitida por alimentos pode fazer com que os consumidores repensem onde vão comer", disse Zak Stambor, analista da eMarketer.
"Mesmo que a rede seja, no fim das contas, inocentada, a investigação pode lançar uma sombra sobre a marca e pesar nas vendas no curto prazo", acrescentou ele.
Os casos confirmados em laboratório relacionados ao recente surto de ciclosporíase subiram para 1.645, informou o CDC na terça-feira, um aumento de mais de 800 casos em relação à última atualização, há uma semana.
O surto atual nos EUA, que começou em 1º de maio, está concentrado em Michigan, embora Ohio e Nova York também tenham registrado um número elevado de casos.
As infecções em todo o país resultaram em 141 hospitalizações até 13 de julho, de acordo com a agência de saúde. Nenhuma morte foi registrada.
O CDC informou que também tem conhecimento de mais de 5.100 casos adicionais que exigem análise e confirmação mais aprofundadas.
A ciclosporíase pode ser contraída pelo consumo de alimentos -- geralmente frutas e vegetais crus -- ou água contaminada com fezes, de acordo com o CDC.
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