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Vilã evangélica quer fazer 'churrasco de sapatão' em Babilônia

24 abr 2015 - 09h03
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Foto: Alex Carvalho/TV Globo
Foto: Alex Carvalho/TV Globo
Foto: Sala de TV

As vilãs de Babilônia não são apenas Beatriz e Inês. Nos últimos capítulos exibidos surgiu uma nova antagonista igualmente sinistra: a evangélica radical Consuelo, interpretada com inspiração e garra por Arlete Salles.

Cúmplice das tramoias do filho, o prefeito corrupto Aderbal (Marcos Palmeira), a deslumbrada adora usufruir as pequenas futilidades da vida de emergente e sonha ser aceita pela alta sociedade carioca. Ao mesmo tempo, faz julgamento impiedoso de todos que confrontam seus inflexíveis dogmas religiosos.

Consuelo elegeu o alvo preferido: o casal formado por Teresa (Fernanda Montenegro) e Estela (Nathália Timberg). Ao tomar conhecimento de que as duas iriam se casar, após 35 anos de união, ela teve um acesso de fúria.

No capítulo de quinta-feira (23), durante o jantar em família, a matriarca não poupou ironia ao ameaçar as inimigas: "Elas vão virar churrasquinho de sapatão no quinto dos infernos". Entre uma garfada e outra, Consuelo também se referiu às lésbicas octogenárias como "fanchonas" e "invertidas". Dias antes, ao ver Teresa na TV, vociferou: "sapa safada".

A baluarte da retidão nem imagina que as duas senhoras são sogras de sua neta, Laís (Luisa Arraes). A garota está apaixonada por Rafael (Chay Suede), filho de Teresa e Estela, e se divide entre a doutrina rígida defendida por sua família e a aceitação da diversidade sexual apresentada pelo clã do namorado.

Para os ativistas e simpatizantes dos direitos dos LGBTTT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros), Consuelo é vista como um Bolsonaro de saias no novelão da Globo.

Os três autores principais de Babilônia, Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga, que são homossexuais declarados, fazem da personagem a própria encarnação da homofobia. Ao mesmo tempo, a usam para criticar o crescimento da influência da religião na sociedade.

Evangélicos têm se manifestado em blogs gospel e nas redes sociais contra o que seria um preconceito da trama com os cristãos que desaprovam o relacionamento entre pessoas do mesmo sexo.

Reclamam ainda da associação da personagem evangélica com a intolerância religiosa (Consuelo expulsou Rafael de um jantar ao descobrir que ele é ateu) e a exploração do dinheiro público, já que ela tem consciência da origem ilícita do luxo no qual vive sua família.

Aos 72 anos, Arlete Salles retorna à teledramaturgia em ótima forma depois de vencer um câncer de mama. Em cena, ela usa peruca, pois os cabelos ainda estão curtos devido aos efeitos da quimioterapia.

A atriz não foi a primeira escolhida para viver Consuelo. O papel era de Daisy Lúcidi. Arlete faria a pacata Dulce, secretária de Aderbal. Poucos dias antes do início das gravações, a direção de Babilônia decidiu que as atrizes trocariam de personagem entre si.

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