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Por que a TV aberta, mais uma vez, será decisiva na eleição do próximo presidente

Audiência menor não tira dos grandes canais o poder de influenciar milhões de votos

31 mar 2026 - 05h45
(atualizado às 05h45)
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‘Eleição acirrada faz Lula e Flávio apostarem em propaganda na TV e abre guerra por apoio do centrão’, diz título na ‘Folha’.

A matéria aponta as negociações de bastidores entre partidos para que os principais candidatos consigam maior tempo no programa eleitoral exibido pelas emissoras.

Este ano, vai ao ar de 28 de agosto a 1º de outubro. Em caso de 2º turno, os dois candidatos mais votados retornam à TV de 9 a 23 de outubro.

No pleito presidencial de 2018, o protagonismo ficou com as redes sociais. Quatro anos depois, a velha televisão voltou a ganhar prestígio e influência entre eleitores — cenário que deve se repetir agora.

Ainda que a audiência registre queda, a TV mantém gigantesco alcance territorial. 

Segundo dados da Kantar Ibope, em janeiro deste ano, os canais abertos concentraram 53.9% da audiência no país.

As plataformas de streaming tiveram 39.4% e os canais pagos, 6.7%.

No horário nobre, uma novela da Globo como ‘Três Graças’ chega a atingir 16 milhões de telespectadores no monitoramento realizado nas 15 maiores regiões metropolitanas.

Considere um número várias vezes maior na soma das demais áreas do país que estão ‘fora do radar’ por não serem abrangidas pela medição do Ibope, especialmente cidades de médio porte e imensas zonas rurais.

Por isso, a propaganda eleitoral transmitida em blocos na faixa das 13h e das 20h30 possui tanta importância para os candidatos.

Assim como os debates ao vivo e as entrevistas individuais em telejornais como o ‘JN’.

A TV aberta pode parecer enfraquecida, porém, ainda é um cabo eleitoral imprescindível a quem quer conquistar votos.

Lula no debate da Globo em 2022 e Flávio Bolsonaro em entrevista do 'Roda Viva' em 2024: a visibilidade na TV é valiosa aos candidados
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Foto: Reproduções
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