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JN critica o ministro da Saúde por não falar com a imprensa

Matéria do principal telejornal da Globo contesta a falta de informações a respeito do plano de ação contra a pandemia de covid-19

21 abr 2020
10h06
atualizado às 10h07
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Na edição de segunda-feira (20), o Jornal Nacional dedicou 3 minutos e 15 segundos para questionar a falta de comunicação do novo ministro da Saúde Nelson Teich. O âncora e editor-chefe William Bonner, que divide a bancada com a também âncora e editora-executiva Renata Vasconcellos, fez uma crítica velada à decisão do ministro de não conversar com os jornalistas desde a posse.

O ministro Teich entre Bonner e Renata: relação distante com a mídia
O ministro Teich entre Bonner e Renata: relação distante com a mídia
Foto: Fotomontagem Blog Sala de TV / Reprodução

"Essas entrevistas são importantes para que os brasileiros, o País possa acompanhar a situação da covid-19, as providências que estão sendo tomadas para enfrentá-las e os problemas que precisam ser ultrapassados", disse Bonner.

Matéria de Vladimir Netto, de Brasília, destacou que após quatro dias de trabalho, Teich ainda não revelou seu plano de combate à epidemia provocada pelo novo coronavírus. "Até a entrevista coletiva que era feita diariamente por técnicos do Ministério da Saúde, para prestar contas e orientar a população sobre os cuidados que deve seguir, foi suspensa", informou.

A reportagem ainda expôs um erro da equipe de Nelson Teich. Os números de óbitos em São Paulo foram divulgados com 270 mortes a mais do que realmente ocorreram. O equívoco só foi corrigido quando emissoras de TV e demais veículos de comunicação já haviam apresentado os dados ao público.

Ao invés de conversar com a imprensa e enfrentar as perguntas incômodas, como fazia sempre que possível o então ministro Luiz Henrique Mandetta, o ocupante da pasta mais importante do governo atualmente preferiu gravar um vídeo para comentar a compra de respiradores e testes. Vladimir Neto ressaltou a falta de "detalhes" nas medidas anunciadas pelo ministro na gravação.

De perfil reservado, Nelson Teich demonstra não ter a mesma eloquência de seu antecessor no cargo. O temor de ser contestado sobre declarações e atitudes do presidente Jair Bolsonaro, contrárias às recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), pode explicar seu distanciamento da imprensa.

Desde o anúncio de seu nome para o ministério, ele recebeu o apoio explícito apenas do SBT e de José Luiz Datena, do Brasil Urgente da Band. Teich conversou com as duas emissoras ao vivo na quinta-feira passada. Da GloboNews, o ministro ganhou uma crítica de César Tralli, âncora interno no Edição das 18h. "Por enquanto ele só disse obviedades", analisou o jornalista.

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