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A Regra: drama pesado e concorrência forte prejudicam ibope

9 set 2015 - 07h33
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Juliano (Cauã Reymond) e Tóia (Vanessa Giácomo). (Foto: João Cotta/TV Globo)
Juliano (Cauã Reymond) e Tóia (Vanessa Giácomo). (Foto: João Cotta/TV Globo)
Foto: Sala de TV

Os primeiros seis capítulos de A Regra do Jogo marcaram média de 27.1 pontos. A antecessora, Babilônia, registrou 28.4 no mesmo período.

Império fechou sua primeira semana com 31.8 e a tão criticada Em Família conseguiu positivos 30.3 de média do capítulo 1 ao 6.

Na segunda (dia 7, feriado), A Regra do Jogo fez 27.6 de média. Somente na estreia, dia 31, a trama conseguiu ultrapassar a marca dos 30 pontos — índice minimamente aceitável para uma novela das 21h da Globo e que virou uma espécie de 'barreira psicológica' nos últimos meses.

A recém-encerrada Babilônia, com 143 capítulos, alcançou esse número apenas 10 vezes e terminou com a menor média geral de um folhetim da Globo: 25 pontos.

A Regra do Jogo recebeu merecidos elogios da crítica e de parte do público. O autor João Emanuel Carneiro conseguiu reimplantar uma teledramaturgia forte do horário.

Mas a dosagem dessa força é uma dos prováveis motivos para a novela ainda não ter decolado. Há quem a considere dramática demais, com excesso de violência física e psicológica.

Os núcleos que deveriam servir de alívio cômico ainda não funcionam como tal. A Regra do Jogo parece mais uma série policial (tem até título no início de cada capítulo) do que um folhetim clássico, daqueles que os noveleiros brasileiros tanto gostam, ou gostavam.

Outro complicador para a produção global é Os Dez Mandamentos, em ótima fase de ibope. A adaptação bíblica escrita por Vívian de Oliveira chega a marcar 19 pontos de média. A antecessora, Vitória, nunca passou de 9.

A audiência ainda tímida de A Regra do Jogo também se explica pela opção de uma parcela dos telespectadores por outras fontes de conteúdo, como os canais pagos e o Netflix, serviço de séries e filmes por streaming com quase 2,5 milhões de assinantes no Brasil.

Dos que rejeitaram Babilônia e deixaram de sintonizar a Globo na faixa das 9 da noite, nem todos retomarão o hábito, mesmo com a perspectiva de entretenimento interessante apresentada pelos primeiros capítulos de A Regra do Jogo.

Quem 'trai' a TV aberta, dificilmente volta. As emissoras precisam aprender a lidar com a debandada cada vez mais numerosa desses telespectadores 'infiéis'.

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