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Conheça as tendências financeiras para a música em 2026

Relatório aponta como cifras e acordes vão dividir o palco

13 fev 2026 - 13h53
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Conheça as tendências financeiras para a música para 2026
Conheça as tendências financeiras para a música para 2026
Foto: The Music Journal

Se a música move emoções, o dinheiro é o que mantém a engrenagem funcionando. Em 2026, o setor deve viver um período de ajustes e oportunidades, combinando tecnologia, mudança de comportamento do público e modelos financeiros mais refinados.

De acordo com o relatório Music in the Air, divulgado pelo Goldman Sachs, o streaming seguirá como principal fonte de receita da indústria da música. Mas o ritmo já não é o mesmo: depois de sinais de desaceleração em 2025, as plataformas entram em 2026 buscando novas formas de ganhar dinheiro, seja com planos mais segmentados, seja com maior presença de publicidade. O desafio não é mais crescer a qualquer custo, e sim rentabilizar melhor a base de usuários.

O streaming ampliou o acesso e abriu portas para artistas independentes, mas também tornou o ambiente mais competitivo. Transformar plays em renda consistente passa a ser prioridade. Não basta estar nas plataformas. É preciso estratégia.

Uma das apostas mais comentadas é a força dos superfãs. Esse grupo, embora pequeno, consome mais, paga por experiências exclusivas e sustenta boa parte da receita direta de muitos artistas. Conteúdos premium, acesso antecipado, produtos digitais colecionáveis e experiências personalizadas devem ganhar espaço. A lógica é simples: menos volume, mais valor por fã engajado.

Música e inteligência artificial

A tecnologia também assume papel decisivo. A inteligência artificial não ficará restrita à criação musical. Ela deve apoiar análises contratuais, prever tendências de consumo e otimizar a distribuição de royalties. Isso pode reduzir conflitos e trazer mais clareza a um sistema historicamente marcado por disputas.

Ao mesmo tempo, soluções baseadas em blockchain e contratos inteligentes tendem a avançar. A promessa é pagamento mais rápido e transparente para artistas, além de menor dependência de intermediários. Se funcionar na prática, o impacto pode ser estrutural.

Outro vetor importante é o crescimento dos mercados emergentes. América Latina, África e partes da Ásia aparecem como motores de expansão, impulsionados pelo aumento do acesso à internet e pelo uso massivo de smartphones. Para artistas brasileiros, por exemplo, isso representa portas abertas para novos públicos e receitas internacionais.

Mesmo com o domínio do digital, o ao vivo segue essencial. Shows continuam entre as principais fontes de faturamento e, em 2026, o formato híbrido deve se consolidar. Apresentações presenciais combinadas com transmissões pagas ampliam alcance e criam novas camadas de monetização. Grandes festivais também tendem a investir em experiências premium, físicas e virtuais, voltadas a quem aceita pagar mais por exclusividade.

No fim das contas, falar de finanças na música não é tirar o romantismo do palco. É entender o que sustenta a carreira no longo prazo. O cenário para 2026 aponta um mercado mais estratégico, onde criatividade e gestão caminham lado a lado.

Para músicos, produtores e investidores, a mensagem é clara: quem souber equilibrar arte e números na música terá vantagem. O próximo ano promete oportunidades reais, mas exige visão de negócio tão afinada quanto o talento artístico.

The Music Journal The Music Journal Brazil
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