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Jovens usam obra de arte para ajudar quatro mil famílias na zona sul

Integrantes do Instituto Ação Geral abrem crowdfunding para oferecer quadro do artista Dicesarlove e cafés da manhã em troca de doações para alimentar pessoas que perderam seus salários e estimular o comércio local

2 jun 2020
14h56
atualizado em 4/6/2020 às 16h29
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Quatorze jovens da zona sul de São Paulo, da região de Taboão da Serra e Capão Redondo, estão criando um ciclo econômico criativo a partir do sistema de doações crowdfunding para a ajudar cerca de quatro mil famílias da região. Eles fazem parte do Instituto Ação Geral, que já trabalhava com o reforço da educação de crianças nas unidades que têm nesses dois mega bairros de São Paulo, até que a pandemia chegou. Sob as regras de isolamento social, chegaram a encerrar as atividades, mas perceberam que era ali, no meio da crise, que as crianças mais precisavam de ajuda.

O Ação Geral voltou ao front para colocar em prática sua estratégia. Para conseguir um contrapeso ao salário reduzido das famílias de seus alunos - em alguns casos, até mesmo suspenso - a entidade presidida pelo Professor Luizinho e dirigida por Jedderson Santos contactou o artista plástico Dicesarlove, expoente renomado no mundo da street art e criado nas ruas do Capão Redondo, que aceitou fazer uma obra em tamanho 1,20 metro por 1,20 metro e ceder ao Ação Geral. A ideia inicial seria fazer com ela um leilão, mas os rapazes pensaram melhor. Em vez de estimularem o que pode ser considerado o caráter mais nocivo do capitalismo, a lógica do quem dá mais leva, eles resolveram abrir um crowdfunding na plataforma esolidar. Assim, além de enviar o quadro a quem conseguir ajudar mais pessoas durante o mês, outros dez doadores vão garantir cafés da manhã completos no ateliê do instituto, chamado Ação Com Pão, para assim que houver segurança sanitária para os deslocamentos. "É uma forma de fazermos uma troca, um ajuda o outro", diz Jedderson.

A ação pensou também na outra ponta. Ela trabalha com uma meta de arrecadação de R$ 49 mil entre 30 e 60 dias, o que daria para alimentar 350 famílias durante um mês. Essa arrecadação, no entanto, será convertida em vales alimentação para que sejam gastos nos mercadinhos e armazéns da região. "Isso para que a gente consiga ajudar também o comércio da região, que mais está precisando nesse momento", diz Jedderson.

O link para as doações é este:

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Estadão
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