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Black Drawing Chalks chega ao Lollapalooza pensando no exterior

6 abr 2012 - 16h47
(atualizado às 20h18)
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Rafael Machtura

Quando Edimar Filho, o novo guitarrista da banda goiana Black Drawing Chalks, atendeu o telefone, não era exatamente sua voz que era esperada do outro lado da linha. "O Denis (baixista) esqueceu o celular aqui comigo e falou que você ia ligar. Pode ser?". Um dos fundadores da banda - ao lado do irmão Douglas Pereira e Victor Rocha - e principal administrador do quarteto, Denis Dec seria ideal para comentar sobre o crescimento do grupo (ainda independente) até o Lollapalooza São Paulo, onde se apresentam no domingo (8), às 16h, no Palco Alternativo.

Mas a visão de quem entrou no meio desse turbilhão de gravação do terceiro disco, festival internacional e um sucesso estabelecido na cena alternativa mostra que o Black Drawing Chalks ainda tem espaço para crescer - tanto no Brasil quanto fora dele. E é essa umas das perspectivas da banda. "Não sei se a produção gringa vai colar para conhecer as bandas nacionais. Seria legal. Mas eu acho que esse show pode abrir portas não para tocar em uma outra edição do festival, tipo no Chile ou na Argentina no ano que vem, mas é mais um lance de currículo, que talvez facilite a gente marcar outras coisas para a banda lá fora", disse Edimar, que assumiu o posto no fim de 2011, quando Renato Cunha decidiu se dedicar apenas a advocacia.

Confira a entrevista completa com o Black Drawing Chalks ante do Lollapalooza:

Terra - A banda já tocou no SWU e agora vai tocar no Lollapalooza nos primeiros horários. Mesmo assim vocês sempre dizem que os grandes festivais são uma grande oportunidade para trazer mais público. Você consegue perceber isso?

Edimar - Cara, rola. A primeira turnê mais extensa que fiz com a banda, agora em março em São Paulo, teve muita gente que falou que nos viu pela primeira vez no SWU de 2010. Mas era muita gente mesmo. Agora eu espero que esse show no fim de semana seja a mesma coisa.

Terra - E para você que acabou de entrar na banda, o que está sentindo de tocar no Lolla?

Edimar - Estou mais ansioso do que nervoso. Até porque a hora de estar nervoso não é agora (risos). Não dá para falar que é um show normal, mas por enquanto é mais a ansiedade.

Terra - E quando vocês tocam em uma grande festival, vocês pensam em uma produção diferente do que apresentações em casas menores?

Edimar - Sim. A gente testou um monte de música agora em março. Com esses 15 shows em São Paulo, a gente testou sequências de músicas para ver o que funcionava melhor, até para definir um setlist do ano. Tentamos ensaiar um repertório com início, meio e fim. Mas agora é só na hora do show mesmo para ver se vai funcionar.

Terra - O Lollapalooza é um festival internacional, com edições em três países. Vocês já estão pensando que o show de São Paulo pode ser uma oportunidade para tocar em Chicago ou em Santiago?

Edimar - É uma perspectiva boa, um lance que pode crescer. Não sei se a produção gringa vai colar para conhecer as bandas nacionais. Seria legal. Mas eu acho que esse show pode abrir portas não para tocar em uma outra edição do festival, tipo no Chile ou na Argentina no ano que vem, mas é mais um lance de currículo, que talvez facilite a gente marcar outras coisas para a banda lá fora.

Terra - E como está a finalização do terceiro disco de estúdio, No Dust Stuck On You?

Edimar - A gente já terminou de gravar e mixar e já mandamos para a masterização, que estamos fazendo no West West Side lá de Nova York, com o Alan Douches. Ele já fez Mastodon, Aerosmith e um monte de outros artistas, e acho que daqui uns 20 dias ele já deve mandar o material de volta para gente prensar os discos. Acho que lançamos no final de maio.

Terra - Algumas músicas do novo disco já foram feitas por você e Victor. Como fluiu essa parceria?

Edimar - Foi legal entrar na banda para fazer música e poder participar da escolha do repertório, trabalhar junto. Rolou tranquilo, o Victor já tinha algumas coisas meio encaminhadas; outras a gente escreveu na hora, um chegou com uma ideia, o outro mudou. A gente compôs esse disco nós quatro juntos.

Terra - O Marco Bauer (primeiro guitarrista que dividia vocais com Victor) e o Renato Cunha também trabalharam no disco. O que eles fizeram?

Edimar - O Marco cantou em duas músicas que achamos que era a cara dele. O Renato gravou Simmer Down, que é uma música que eles já vinham tocando faz tempo. Teve também o Braz Torres, do Hellbenders, que gravou um solo de baixo e outro de guitarra, e o Fabrício Nobre, ex-MQN, que cantou em uma música também. Chamamos que era bem próximo mesmo.

Terra - E rolou um sentimento de nostalgia nessas gravações?

Edimar - Isso rolou depois. Como eu não fiz parte dessa época do Marco e do Renatão para mim foi uma lance 'que legal que os caras estão juntos'. Com certeza para o Doulgas, Denis e para o Victor teve alguma coisa diferente sim. Mas rolou um show no Bolshoi (casa rock de Goiânia) que a gente fez uma apresentação para tocar o disco novo inteiro e em Big Deal, o Marco cantou e Renato e eu também tocamos. O Douglas pirou: 'caramba, as três formações juntas!'.

Terra - As novas músicas têm riffs bem suingados, que lembrou as baladas do Queens of the Stone Age. Foi isso que vocês quiseram seguir?

Edimar - É meio clichê falar que a gente puxou para uma coisa assim. Acho que tinham ideias que a gente encaminhou para esse lado, tentamos potencializar o que a música tinha. Tipo Street Riders, que já saiu na internet, ela tem um groove que a gente aproveitou, ao invés de puxar para o 'tem que ser rockão, tem que ser rápido e pesado'. A gente deixou rolar. Tem coisas que a gente ouviu a vida inteira nesse disco, tem músicas bastante pop, bem dançante, e tem músicas bem pesadas também. O álbum foi pensado para você ouvi-lo de ponta a ponta, mas sem ser aquela coisa reta, sabe?

Black Drawing Chalks, divulgação, 2012
Black Drawing Chalks, divulgação, 2012
Foto: Fredox / Divulgação
Fonte: Terra
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