Alfred Brendel, um dos pianistas mais talentosos do mundo, morre aos 94 anos
Músico e compositor austríaco ganhou reconhecimento como um dos principais intérpretes das obras de Beethoven
O pianista e compositor Alfred Brendel morreu nesta terça-feira, 17, em Londres. A informação foi divulgada por um porta-voz de Brendel, que acrescentou que o músico nascido em Wiesenberg, no norte da Morávia, atual República Tcheca, "será lembrado e celebrado com profunda gratidão por sua família - sua parceira Maria Majno, Irene Brendel, seus filhos, Doris, Adrian, Sophie e Katharina, e seus quatro netos".
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Brendel se interessou pela música ainda criança. Autodidata em um primeiro momento, foi estudar no Conservatório de Graz, na Áustria. Posteriormente, em Lucerna, na Suíça, teve aulas com o maestro suíço Edwin Fischer, pelo qual foi diretamente influenciado. Brendel costumava dizer que Fischer o ensinou a tocar com paixão dentro dos limites do classicismo, movimento da música clássica que buscava uma música mais leve a acessível.
Considerado pela maioria dos críticos como um dos principais intérpretes das obras de Beethoven, Brendel fez sua estreia pública em Graz em 1948, aos 17 anos, quando ganhou o prêmio Concorso Busoni na Itália. Concentrou sua atividade, sobretudo, nas obras de seus compositores clássicos e se tornou um especialista em Liszt, compositor austríaco.
Em seus últimos anos, problemas físicos, sobretudo nas costas, o impediam de se dedicar a performances que exigiam maior dedicação. Brendel, conhecido por sua intensidade emocional, contornou a limitação apresentando suas sonatas favoritas e obras de Bach e Schumann.