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Lemmy Kilmister nunca era visto bêbado, segundo Zakk Wylde

Guitarrista relembra convivência com o líder do Motörhead durante a turnê de 1991 com Ozzy Osbourne, destacando o autocontrole e a genialidade do saudoso músico

23 mai 2026 - 10h09
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Lemmy Kilmister, o eterno líder do Motörhead, é reverenciado no mundo da música como a personificação do estilo de vida rock 'n' roll. No entanto, por trás da reputação de excessos, cigarros e bebida, existia um homem com um autocontrole e uma lucidez que impressionavam até mesmo seus companheiros de estrada mais resilientes.

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Em entrevista à Classic Rock (via Ultimate Guitar), o guitarrista Zakk Wylde relembrou com nostalgia os momentos que compartilhou com Lemmy no início dos anos 1990. O primeiro encontro marcante entre os dois aconteceu em 1991, quando o Motörhead foi escalado para abrir a turnê de Ozzy Osbourne. Naquela época, Wylde integrava a banda de Ozzy e frequentemente saía para beber acompanhado pelo baterista Randy Castillo e pelo baixista Mikey Inez.

Segundo o guitarrista de Ozzy, mesmo com o consumo contínuo de álcool, a postura de Lemmy chamava a atenção de todos ao redor. Ele conseguia manter a compostura, sem demonstrar sinais de embriaguez extrema ou comportamento desleixado que costumavam afetar outros músicos em turnê.

Zakk comenta:

"Lemmy e Ozzy eram únicos. Conheci Lemmy quando o Motörhead fez a turnê com o Ozzy em 1991. Eu, Randy (Castillo) e Mikey (Inez) saíamos para beber com eles. Lemmy era realmente incrível - ele bebia o tempo todo, e eu nunca o vi bêbado, nem mesmo cambaleante. Ele ficava dando lições de moral, resolvendo os problemas do mundo."

De acordo com Wylde, essa impressionante resistência refletia a filosofia de vida do líder do Motörhead: o controle de seu próprio destino. Lemmy não permitia que as substâncias dominassem suas ações, assim como não tolerava que a sociedade ditasse como ele deveria viver.

Ele acrescenta:

"Ele gostava de ter o controle e amava a vida. Sua atitude era: 'Ninguém vai me dizer como devo viver minha vida. Adoro tocar essa música, adoro meus cigarros, minha bebida, um bom livro'. Ele e Ozzy juntos eram incríveis, era incrível ouvi-los trocar histórias absurdas. Você pensava: 'Vocês estão inventando isso'. E eles respondiam: 'Não estamos'."

O talento de Lemmy Kilmister

Além do companheirismo de bar, Zakk Wylde também exaltou o talento extraordinário e ágil de Lemmy como compositor, destacando sua contribuição crucial para o álbum No More Tears (1991), de Ozzy.

O líder do Motörhead foi responsável por escrever as letras de quatro grandes faixas do disco, incluindo o clássico "I Don't Want to Change the World", que posteriormente venceu um prêmio Grammy.

Zakk relembra:

"Você simplesmente ia até o Lemmy e dizia: 'Tenho algumas ideias para a música', ou algo assim, 'aqui está minha melodia'. Ele respondia: 'Certo, me dê uma hora, deixa eu compor algo'. E então você ia até o Rainbow (Bar & Grill em Los Angeles), e ele estava lá escrevendo letras, e pronto. O Lemmy era incrível, com certeza."

Rolling Stone Brasil Rolling Stone Brasil
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