Justiça apura renda de Lexa e Guimê por dívida milionária
Processo sobre mansão em Alphaville chega a nova fase judicial
De acordo com a colunista Karol Gomes do portal LeoDias, a disputa judicial envolvendo Lexa e MC Guimê voltou a ganhar novos desdobramentos. A Justiça de São Paulo determinou que entidades do setor musical informem se os artistas possuem bens ou rendimentos vinculados a direitos autorais, shows ou contratos com gravadoras.
O objetivo é avaliar a viabilidade de uma futura penhora, com base em uma dívida que já ultrapassa os R$ 3 milhões.
A ação, movida pela antiga proprietária de uma mansão em Alphaville, Barueri (SP), tem origem em 2016, quando MC Guimê adquiriu o imóvel por R$ 2,2 milhões, mas deixou de quitar uma parte significativa do valor aproximadamente R$ 777 mil. A dívida cresceu após condenações judiciais por fruição do bem e supostos danos materiais.
Agora, a Justiça solicitou que entidades como ECAD, ABRAMUS, UBC, AMAR, SBACEM, SOCINPRO, SICAM e a gravadora Som Livre forneçam detalhes sobre quaisquer ativos ou contratos registrados em nome dos artistas. O objetivo é levantar informações que possam viabilizar eventual penhora sobre obras musicais, fonogramas, uso de imagem ou outros bens relacionados à atividade profissional dos dois.
Lexa e Guimê: Lexa busca acordo, mas enfrenta impasse judicial
Por meio de nota oficial, a assessoria jurídica de Lexa esclareceu que a artista sempre buscou resolver o conflito de forma amigável, oferecendo propostas concretas de pagamento. Entretanto, segundo a defesa, não houve acordo devido à falta de consenso com a parte autora da ação. A nota também nega que haja qualquer ordem judicial para bloqueio imediato de bens ou receitas da cantora.
"Lexa mantém sua atuação artística com ética e transparência, confiando no Poder Judiciário e reservando-se ao direito de defesa nos trâmites legais", afirma o comunicado assinado pelos advogados da cantora. A nota reforça ainda que, por orientação da defesa, Lexa não concederá entrevistas sobre o tema no momento.
Vale lembrar que Lexa foi incluída no processo por ter mantido uma união com MC Guimê sob o regime de comunhão universal de bens, o que a torna legalmente corresponsável pela dívida, mesmo após a separação.
Além do valor original, a massoterapeuta Márcia Pessoa, antiga dona da mansão, solicita uma indenização adicional de R$ 5,1 milhões. Ela alega que o imóvel foi devolvido em péssimo estado de conservação. A ação inclui imagens que mostram problemas estruturais e mau uso, como pichações internas e piscina sem manutenção.
Em declarações anteriores, Lexa afirmou estar disposta a resolver a situação, mas disse se sentir prejudicada com alterações recorrentes nos valores cobrados, o que teria dificultado o fechamento de um acordo definitivo. O caso segue em tramitação, com a expectativa de novas decisões nos próximos meses.