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Saiba tudo sobre o câncer do pâncreas, que matou atriz da Globo

A atriz potiguar Titina Medeiros, de 49 anos, morreu em decorrência de um câncer no pâncreas, doença conhecida por ser silenciosa e de diagnóstico frequentemente tardio. Saiba tudo sobre esse tipo de câncer.

13 jan 2026 - 07h03
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A atriz potiguar Titina Medeiros, de 49 anos, morreu em decorrência de um câncer no pâncreas, doença conhecida por ser silenciosa e de diagnóstico frequentemente tardio. Assim, o caso reacendeu a atenção para esse tipo de tumor, que tem alta mortalidade e cuja identificação costuma ocorrer em estágios avançados, quando as possibilidades de cura são menores.

O câncer de pâncreas ocorre quando células da glândula pancreática passam a se multiplicar sem controle, formando um tumor, na maior parte das vezes no chamado pâncreas exócrino. No entanto, as causas exatas ainda não estão totalmente claras, mas especialistas apontam alguns fatores de risco. Entre eles, estão o tabagismo, consumo recorrente de bebidas alcoólicas, obesidade, diabetes de longa data, pancreatite crônica, dieta rica em gorduras e carnes processadas. Além disso, entram nesses fatores o histórico familiar de câncer pancreático ou síndromes genéticas. Por fim, a idade também pesa. Afinal, a maioria dos diagnósticos ocorre após os 60 anos, embora casos em pessoas mais jovens também aconteçam.

Entre os fatores de risco, o cigarro é um dos que mais se destacam, aumentando de forma significativa a probabilidade de desenvolvimento do tumor pancreático – depositphotos.com / VadimVasenin
Entre os fatores de risco, o cigarro é um dos que mais se destacam, aumentando de forma significativa a probabilidade de desenvolvimento do tumor pancreático – depositphotos.com / VadimVasenin
Foto: Giro 10

Quais são as principais causas e fatores de risco do câncer de pâncreas?

Entre os fatores de risco, o cigarro é um dos que mais se destacam, aumentando de forma significativa a probabilidade de desenvolvimento do tumor pancreático. Ademais, a presença de diabetes tipo 2, principalmente quando surge de forma abrupta em adultos mais velhos, pode ser tanto um fator de risco quanto um sinal de alerta. Além disso, doenças inflamatórias do pâncreas, como a pancreatite crônica, também associam-se a maior risco ao longo dos anos. Em menor proporção, alterações genéticas herdadas, como mutações em genes ligados ao câncer de mama e ovário, podem predispor ao câncer de pâncreas. Isso justifica acompanhamento mais rigoroso em famílias com múltiplos casos de neoplasias.

Sintomas do câncer de pâncreas: como ele costuma se manifestar?

O grande desafio do câncer pancreático é que, nas fases iniciais, ele pode não provocar sintomas claros. Quando surgem, os sinais muitas vezes já indicam doença em estágio final. Entre os mais comuns estão: dor abdominal persistente, que pode irradiar para as costas; perda de peso sem causa aparente; falta de apetite; náuseas; e cansaço intenso. Ademais, outro sintoma frequente é a icterícia (pele e olhos amarelados), que ocorre quando o tumor comprime as vias biliares. Por fim, podendo vir acompanhado de coceira no corpo e fezes claras. Em alguns casos, aparece um diabetes de início recente ou uma piora repentina de um diabetes já existente, o que pode servir como pista para investigação.

Como descobrir cedo, quais são os tratamentos e qual a taxa de mortalidade?

Não existe, até o momento, um exame de rastreamento populacional recomendado para o câncer de pâncreas, como ocorre com a mamografia para o câncer de mama. Por isso, o diagnóstico em fase inicial costuma depender da combinação de atenção a sinais suspeitos e investigação por imagem, como ultrassom endoscópico, tomografia computadorizada e ressonância magnética. Além disso, há exames laboratoriais específicos. Em pessoas com forte histórico familiar ou síndromes genéticas conhecidas, alguns centros recomendam acompanhamento periódico com esses métodos para tentar detectar alterações precoces.

O tratamento do câncer de pâncreas depende do estágio da doença, o tipo de tumor e as condições clínicas da pessoa. Assim, quando o tumor está localizado e operável, a cirurgia é o principal recurso, muitas vezes com associação à quimioterapia e, em alguns casos, radioterapia. No entanto, em estágios avançados, a abordagem tende a ser sistêmica, com quimioterapia e medicamentos direcionados, buscando controlar o crescimento tumoral e aliviar sintomas. Mesmo com avanços recentes, a taxa de mortalidade permanece alta: mundialmente, estima-se que menos de 15% dos pacientes estejam vivos cinco anos após o diagnóstico, justamente porque a maioria é identificada tardiamente.

O grande desafio do câncer pancreático é que, nas fases iniciais, ele pode não provocar sintomas claros – depositphotos.com / katerynakon
O grande desafio do câncer pancreático é que, nas fases iniciais, ele pode não provocar sintomas claros – depositphotos.com / katerynakon
Foto: Giro 10

Quem foi Titina Medeiros e qual a importância de sua trajetória?

Nascida em Currais Novos, no interior do Rio Grande do Norte, Izabel Cristina de Medeiros passou a infância em Acari. Ao longo da carreira, atuou em novelas, séries e filmes, além de integrar coletivos como o Casa de Zoé e o Candeia. Ademais, nessas produções ela também exerceu a função de diretora, destacando-se pelo trabalho voltado à formação de novos artistas potiguares.

Na televisão, alcançou reconhecimento em âmbito nacional em 2012, ao viver Socorro, a irreverente "personal colega" da personagem Chayene, interpretada por Cláudia Abreu, em Cheias de Charme, marcando sua estreia em novelas da TV Globo. Posteriormente, esteve em produções como Geração Brasil, A Lei do Amor, Onde Nascem os Fortes, Mar do Sertão e No Rancho Fundo, exibida em 2024.

Giro 10
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