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Quem era o homem que foi morto após levar cinco facadas em academia?

David Schmidt Prado, de 37 anos, deixou um filho de 6 anos; aluno de academia famosa foi assassinado na segunda-feira (5)

7 jan 2026 - 10h51
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A morte de um aluno dentro de uma academia em Londrina, no norte do Paraná, segue mobilizando autoridades e familiares. Mas quem era a vítima? O homem foi identificado como David Schmidt Prado, de 37 anos, que deixou um filho de seis anos. O caso aconteceu na noite de segunda-feira (5) e é investigado pela Polícia Civil.

Reprodução
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Foto: Mais Novela

De acordo com a apuração, David Schmidt Prado foi alvo de uma emboscada motivada por ciúmes. Imagens das câmeras de segurança do estabelecimento registraram toda a ação, que ocorreu no estacionamento da academia, e são analisadas pelos investigadores.

O suspeito do crime, Lucas Wancler Ferreira dos Santos, foi preso em flagrante e autuado por homicídio qualificado por meio cruel e pela dificuldade de defesa da vítima. Durante o depoimento, ele optou por permanecer em silêncio. A defesa se manifestou posteriormente por meio de nota oficial.

Segundo o delegado Vitor Dutra, responsável pelo caso, a investigação aponta que David "teria tido um caso" com a companheira de Lucas, o que teria motivado o ataque. Outros detalhes sobre a relação não foram divulgados pelas autoridades.

O relatório policial descreve que, por volta das 18h41, o suspeito aguardava sentado no estacionamento, utilizando o celular. No momento em que David deixou o treino e passou pelo local, Lucas se levantou e se aproximou por trás, colocando uma faca nas costas da vítima. Após uma breve conversa, o primeiro golpe foi desferido.

Mesmo tentando fugir, David foi atingido cinco vezes ao todo, quatro ainda no estacionamento e uma após conseguir pular a catraca da academia em busca de ajuda. Conforme o documento oficial, enquanto a vítima "clamava por socorro e por atendimento médico", o agressor permaneceu no local "observando por vários segundos o sofrimento imposto, sem prestar qualquer auxílio".

A ação foi interrompida por um policial militar que estava de folga e treinava na academia. Ele conseguiu render Lucas e impedir novos ataques. O Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate) foi acionado, mas David Schmidt Prado não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

A Polícia Militar do Paraná esteve na academia, conduziu o suspeito à delegacia e apreendeu a faca utilizada no crime. O corpo da vítima foi recolhido pela Polícia Científica de Londrina. David trabalhava no setor administrativo de uma rede de postos de combustíveis na cidade.

A família é de Cornélio Procópio, município localizado a cerca de 67 quilômetros de Londrina. O velório acontece na mesma cidade, com início previsto para as 20h, e o sepultamento ocorre nesta quarta-feira (7), no Cemitério de Cornélio Procópio.

Pronunciamento da defesa

A advogada Thais Indiara Pereira dos Santos, que representa Lucas Wancler Ferreira dos Santos, afirmou em nota que o caso ainda está em fase inicial de investigação. Confira a íntegra:

"Em relação aos fatos recentemente divulgados, a defesa técnica esclarece que o caso encontra-se em fase absolutamente inicial de apuração, ainda pendente de análise judicial e produção completa de provas.

Neste momento, qualquer juízo definitivo sobre autoria, motivação ou enquadramento jurídico revela-se precipitado e incompatível com o devido processo legal. A defesa acompanha os atos investigativos, confia no trabalho das autoridades constituídas e exercerá plenamente o contraditório e a ampla defesa no momento e no local adequados, que são os autos do processo.

A defesa não concorda com a divulgação e utilização de provas ou conteúdos vazados dos autos, tais como interrogatórios, imagens ou registros do local dos fatos, por entender que a exposição indevida de elementos probatórios compromete a regularidade da investigação, o direito de defesa e a própria lisura do processo penal.

Reitera-se que o respeito às garantias constitucionais, especialmente à presunção de inocência e ao direito ao silêncio, é essencial para a condução equilibrada e justa de casos de alta repercussão social."

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