Quem é José Dumont, ex-global e ator do cinema brasileiro que foi preso por estupro de vulnerável
Ator foi condenado a 9 anos e quatro meses de prisão por abusar de uma criança de 11 anos
Aos 75 anos, o ator José Dumont foi preso na noite desta terça-feira, 3, na zona sul do Rio, por estupro de vulnerável. Ele foi condenado a 9 anos e quatro meses de prisão por abusar de uma criança de 11 anos, em 2022.
A investigação aponta que ele levou a criança para o seu apartamento, onde ocorreram os abusos. A vítima era filho de uma ambulante, que vendia alimentos na porta do condomínio onde o criminoso morava. A denúncia partiu de moradores que viram a criança mais de uma vez no prédio.
O Terra não localizou a defesa dele até o momento.
Trajetória na TV e no cinema
Nascido em Bananeiras (PB), ele começou a sua carreira artística pouco antes dos 30 anos, ao interpretar Severino no longa Morte e Vida Severina. Ele ganhou projeção na TV ao viver Gil Marruá na primeira versão da novela Pantanal, exibida na década de 1990 pela extinta Rede Manchete.
De acordo com o Estadão, depois disso, teve papéis importantes em produções como Terra Nostra, América, A História de Ana Raio e Zé Trovão e Mandacaru. Ele atuou pela última vez em 2021, como coronel Eudoro Mendes na novela Nos Tempos do Imperador, da TV Globo. Enquanto era investigado, foi retirado do elenco de Todas as Flores, produção lançada no Globoplay.
No cinema, também teve passagem em O Homem Que Virou Suco, A Hora da Estrela, Abril Despedaçado, Narradores de Javé, Era o Hotel Cambridge e Dois Filhos de Francisco, no qual interpretou Miranda, empresário ligado às duplas sertanejas retratadas no filme.
Armazenamento de pornografia infantil
Em setembro de 2022, ele foi preso durante uma ação de busca e apreensão em sua residência, no Bairro do Catete, na Zona Sul do Rio, após denúncia de comportamento inadequado do artista com um menor. No local, a polícia encontrou um comprovante de depósito bancário para a suposta vítima de abuso sexual, além de armazenamento de pornografia infantil.
Dumont alegou na época que pesquisou as imagens na internet para estudo de um trabalho sobre o tema e que não participa de grupos com trocas de imagens infantis pornográficas. Ele também negou ter fotografado, filmado, comprado ou vendido qualquer material do tipo, quando estava escalado para Todas as Flores, onde viveria um explorador de menores, mas foi demitido após a prisão.
Além disso, o Ministério Público da Paraíba requisitou a retomada de investigações sobre possível estupro de vulnerável praticado por Dumont em 2009 na cidade de Cabedelo, a 15 km de João Pessoa.
Para se defender, Dumont contratou o escritório do advogado Arthur Lavigne, um dos mais renomados e caros do Brasil, que ajudou a promotoria no caso do assassinato de Daniella Perez.
