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Marcus Montenegro critica etarismo na escalação de atores para novelas: 'Injustiça artística'

Em entrevista à Contigo!, Marcus Montenegro analisa as mudanças no mercado artístico e critica o etarismo presença nas escalações de elenco

17 fev 2025 - 12h52
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Marcus Montenegro fala sobre etarismo em escalação de novelas
Marcus Montenegro fala sobre etarismo em escalação de novelas
Foto: Divulgação / Contigo

Conhecido nacionalmente por ser responsável por inúmeros famosos, Marcus Montenegro é um dos grandes defensores do fim do etarismo em produções audiovisuais. Defendendo os atores veteranos, o empresário das celebridades não esconde sua opinião contrária à escalação de influenciadores digitais em novelas, filmes e séries. Em entrevista à Contigo!, o agenciador revela mais detalhes das mudanças no mercado artístico.

"Eu não vejo dessa maneira, como mercado publicitário. Eu acho que é um erro artístico mesmo. Completamente equivocada à nível de visão artística. Eu, em 2015, como estudioso de mercado, percebi um movimento da TV Globo em desfazer o casting de contrato fixo. Isso era uma coisa latente. Uma coisa que eu queria entender era onde isso ia dar (...) Antes de 2015, eu resolvi fazer uma pesquisa para entender a estrutura de uma novela. Eu fui vendo, de uma maneira muito estatística, que 80% dos elencos eram feitos por autoras 40+ e 20% eram os jovens em lançamento. Não estou nem chegando ainda na questão de diversidade, que é uma outra questão paralela que a gente tem que equacionar esse equilíbrio", apontou.

"Com o passar do tempo, a juvenilização foi ficando muito gritante (...) A avó tinha uma personagem que não era periférica, ela estava no núcleo central. A mãe também, o pai também (...) O sucesso de Tieta prova isso. Você tem 40 atores com 40+ e o público se deliciando com aquele talento. Hoje, um ator 50+ a chance dele é infinitamente menor que no passado. E é na hora que ele está mais preparado do que nunca, está amadurecido e artisticamente pronto. Então, a coisa ficou muito grave porque hoje nas novelas as possibilidades para papéis consistentes com 50+ é infinitamente menor que no passado", acrescentou.

O empresário ainda explicou que a motivação desse desequilíbrio está relacionada com a diversidade: "Os atores pretos estão com muito espaço e devidamente. É uma reparação histórica, tem que ter. Mas, essa equação ficou difícil. Juvenilizou muito as idades, abaixou muito as idades e esqueceu-se a idade mais importante, que é a idade madura. Agora, eu acho que a discussão, depois de muitos anos, eu estou nessa briga há dez anos. Desde 2015 eu estou com a campanha pelo fim do etarismo no setor audiovisual".

"Quando chegou em 2020 e 2021, que as escalações ficaram extremamente etaristas, gritante... (...) Os autores das antigas, Gloria Perez, Walcyr Carrasco, Aguinaldo Silva, eles pensam com a cabeça de que eles sabem quem funciona, os grandes autores, a consistência dos grandes personagens. Então, a gente fica muito feliz de autores com esse pensamento, mas essa renovação que está vindo, inclusive, eu aposto no Raphael Montes. Para mim, ele é o novo autor com essa estrutura de novela, cabeça melodramática e entende muito de ator, eu acho que ele vai substituir lindamente essa geração. Mas, o autor precisa ter esse potencial, esse olhar. Esse olhar não pode acabar", defendeu.

O agenciador, que celebra quase 40 anos de carreira, ainda esclareceu que os brasileiros são apaixonados pela arte, sejam elas produções teatrais, novelas e séries: "Hoje, nós estamos sofrendo a maior injustiça artística como a geração que poderia estar na televisão (...) Falta essa oportunidade de quantidade. Não basta escalar só um ator e escrever só para uma personagem mais velha. Você tem que voltar a ter núcleos da terceira idade, núcleos dos 50+ com consistências. Mas, eu sinto que essa discussão está na mesa. Essa discussão está na mesa, como nunca esteve".

Marcus Montenegro ainda defendeu que Tieta é um ótimo exemplo da importância de colocar atores veteranos em produções audiovisuais. "O que falta é o equilíbrio entre jovens e veteranos (...) Geração talentosa nós temos, o que está faltando é a consistência artística que os grandes atores tiveram no passado", finalizou.

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