Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Julia Almeida desabafa um mês após morte do pai, Manoel Carlos: 'Eu temi'

Um mês após morte de Manoel Carlos, a filha do autor, Julia Almeida, abriu o coração ao falar sobre o luto; veja

11 fev 2026 - 11h56
Compartilhar
Exibir comentários

A atriz Julia Almeida usou as redes sociais nesta quarta-feira, 11/02, para desabafar sobre os 30 dias da morte de seu pai, o autor Manoel Carlos. No texto, Julia destacou a resiliência da mãe diante do luto pelo companheiro e, também, detalhou o que a ajudou a enfrentar o período de recolhimento.

Julia Almeida e o pai, Manoel Carlos
Julia Almeida e o pai, Manoel Carlos
Foto: Reprodução/Redes sociais / Contigo

"Ontem completou um mês da partida do meu pai. Talvez seja estranho admitir, mas a morte é o único destino certo — ainda que sejamos ensinados a acreditar apenas na permanência da vida", iniciou.

Em seguida, falou sobre a mãe, que viveu quase 5 décadas ao lado do autor. "Entre tantas mensagens que recebo e agradeço, penso muito na minha mãe, Bety, que compartilhou 47 anos ao lado dele. Muitos imaginavam que ela iria desmoronar — eu mesma temi — mas o que vi foi o contrário: uma força silenciosa que nos aproximou ainda mais. A morte aproxima e também afasta, revelando a frequência e a verdade de cada encontro".

Como foi o primeiro mês de luto?

Ainda mais, no relato, Julia revelou ter sonhado com o avô materno, imaginando o encontro dele com o pai.

"Durante esses dias sonhei e pensei muito no meu avô materno — guardei isso comigo. Foi nesse tempo que minha mãe disse que gosta de imaginar meu pai sendo recebido por seu pai, meu avô Pedro. Minha mãe, boliviana criada no Acre, e meu avô nordestino — entre tantas coisas, um autêntico filho de Xangô — sempre trouxeram para minha história uma espiritualidade firme, um contraponto humano e verdadeiro a um universo muitas vezes intenso demais".

E seguiu: "Quando meu avô chegava era como um trovão: presença viva, gargalhada fácil, cura nas ervas, nos chás, nas rezas e nos banhos — pé no chão. Ancestralidade em movimento. Na infância fui profundamente ligada a ele — e ele a mim — e seguimos conectados de outras formas que o tempo ensina".

Fim do silêncio

Por fim, a atriz destacou que após permanecer um mês recolhida, decidiu falar com serenidade sobre a partida de Manoel Carlos. "Depois de 30 dias de silêncio e recolhimento, escolho falar com serenidade. Tenho certeza de que meu pai está sendo recebido por esse mesmo amor verdadeiro que sempre cultivou aqui, e isso me dá força. Pensei em escrever algo mais sentimental. Preferi a verdade. Tenho a convicção de que ele atravessa novos caminhos, sendo muito bem cuidado — como foi por quem realmente esteve presente. Escrever um post é fácil. O cuidado cotidiano transcende. Axé"

Ver essa foto no Instagram

Um post compartilhado por JÚLIA ALMEIDA (@jules_almeida)

Contigo Contigo
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade