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Deolane Bezerra toma atitude contra a polícia e não colabora com investigação

Influenciadora se nega a entregar senhas de aparelhos, mas Polícia Civil usará softwares forenses

22 mai 2026 - 19h27
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Os desdobramentos da Operação Vérnix continuam a revelar a complexidade do inquérito que apura o suposto envolvimento da advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra com o braço financeiro do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Eduardo Martins / Brazil News
Eduardo Martins / Brazil News
Foto: Mais Novela

Após ter sua prisão preventiva mantida em audiência de custódia e ser transferida para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, novos detalhes da abordagem policial na Grande São Paulo mostram que a famosa adotou uma postura de silêncio estratégico diante dos agentes, recusando-se a colaborar com a abertura de seus dispositivos eletrônicos.

Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão em sua mansão, localizada no condomínio de alto padrão Tamboré, a Polícia Civil recolheu dois aparelhos celulares de uso pessoal da advogada. Ao ser formalmente intimada a fornecer as credenciais e senhas de acesso das telas de bloqueio, Deolane exerceu seu direito constitucional e se negou a repassar as combinações aos oficiais.

Perícia digital vai quebrar criptografia de dispositivos

Apesar da recusa da influenciadora, o comando da operação garantiu que a ausência das senhas não criará barreiras para a continuidade das investigações. O delegado Edmar Rogério Dias Caparroz, da Delegacia Seccional de Presidente Venceslau, explicou que os aparelhos foram lacrados e encaminhados diretamente para os laboratórios de inteligência da Polícia Científica.

As equipes de perícia digital utilizarão softwares forenses avançados de extração de dados, tecnologias capazes de contornar sistemas de segurança para espelhar históricos de conversas em aplicativos de mensagens, arquivos apagados, registros de chamadas e dados de geolocalização.

"Temos tecnologia e técnicas forenses específicas para realizar a extração de diálogos, arquivos e informações arquivadas nos aparelhos que interessem diretamente ao inquérito", afirmou a autoridade policial.

Teia de 35 empresas de fachada em habitação popular

O volume de patrimônio apreendido com a ex-participante de A Fazenda no momento de sua captura, logo após desembarcar de uma viagem turística a Roma — impressionou as equipes de campo. Além dos telefones, a força-tarefa confiscou:

  • R$ 50 mil em espécie (dinheiro vivo);

  • Joias de alto valor, relógios de marcas internacionais e computadores;

  • Seis veículos de luxo blindados (quatro sob posse direta de Deolane e dois com Éverton de Souza, apontado como contador da influenciadora e operador financeiro do PCC).

A base do indiciamento por organização criminosa e lavagem de capitais sustenta que Deolane Bezerra estruturou uma teia corporativa sofisticada para ocultar a entrada de recursos ilícitos vindos da transportadora da facção. Os investigadores mapearam 35 pessoas jurídicas abertas em nome da influenciadora ou de seus associados.

O fator que sepultou a tese de regularidade das empresas foi o endereço fiscal escolhido: todas as 35 firmas estavam registradas sob a mesma numeração em um modesto conjunto habitacional de baixa renda na cidade de Martinópolis, no interior paulista. Diligências no local comprovaram que os imóveis não possuíam qualquer estrutura de escritório, maquinário ou funcionários.

Próximos passos e relatório final

Com Deolane agora isolada em Tupi Paulista, a Polícia Civil planeja realizar um interrogatório formal com a advogada nos próximos dias dentro da própria unidade prisional. Os esclarecimentos da ré, somados ao resultado do cruzamento de dados dos celulares e dos documentos apreendidos, serão compilados em um relatório final complementar assinado pelos delegados Edmar Caparroz e Ramon Euclides Guarnieri Pedrão. Este robusto documento técnico será enviado ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP), que decidirá pelo oferecimento da denúncia formal à Justiça. A defesa de Deolane Bezerra reitera sua total inocência e afirma que provará a origem lícita de cada uma de suas empresas e bens.

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