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Ator rejeitado para viver James Bond por ser considerado ‘velho’ fez o papel anos depois

David Niven se aproximava muito da descrição física do personagem e era admirado pelo criador do 007

9 jul 2026 - 11h44
(atualizado às 11h44)
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O escritor Ian Fleming, criador do personagem James Bond, sugeriu aos produtores do primeiro filme da franquia, ‘007 Contra o Satânico Dr. No’, de 1962, que o agente 007 fosse interpretado por David Niven.

Não foi atendido. Albert R. Broccoli e Harry Saltzman argumentaram que Niven, na época com 52 anos, seria “velho” para o papel.

Fleming enxergava Bond justamente como um homem de meia-idade, aristocrático, que agia muito mais pela inteligência do que pelo vigor físico.

O primeiro escolhido acabou sendo Sean Connery, que estava com 32 anos de idade no lançamento de ‘Dr. No’. Era bonito, atlético e charmoso.

Cinco anos depois, David Niven, aos 57, foi enfim escalado para viver o espião.

David Niven driblou o etarismo e conseguiu interpretar James Bond fora da franquia
David Niven driblou o etarismo e conseguiu interpretar James Bond fora da franquia
Foto: Reprodução

Ele não surgiu como o agente 007 na tradicional série de longas, e sim numa sátira, ‘Cassino Royale’, que ironizou a própria trama original.

(Não confundir com o longa de mesmo título protagonizado pelo Bond Daniel Craig em 2006.)

No roteiro, o agente britânico é tirado da aposentadoria para investigar o assassinato de vários colegas de agência por uma organização criminosa. O tom de comédia anárquica transformou o filme em ‘cult’.

David Niven já era famoso quando foi recomendado por Ian Fleming para ser o 007. Havia ganhado o Oscar de Melhor Ator pela atuação em ‘Vidas Separadas’, de 1958.

Popularizou-se em Hollywood entre as décadas de 1930 e 1970 devido à imagem de cavalheiro britânico e pelo humor refinado.

Atuou ainda em clássicos como ‘Volta ao Mundo em 80 Dias’ (1956), ‘Os Canhões de Navarone’ (1961) e ‘A Pantera Cor-de-Rosa’ (1963).

Pai de quatro filhos, Niven morreu aos 73 anos em 1983 no seu chalé em Chateau D’Oex, na Suíça, onde foi sepultado.

O ator ao ganhar seu Oscar: representante do cavalheiro britânico com peculiar senso de humor
O ator ao ganhar seu Oscar: representante do cavalheiro britânico com peculiar senso de humor
Foto: Reprodução
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