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Relembre o bizarro faroeste das Paquitas com o Zorro gaúcho

26 fev 2019 17h39
| atualizado às 17h40
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Certas coisas que merecem ser desenterradas da profundeza das trevas. Poucas pessoas devem ter assistido, mesmo que em suas infâncias, esta aberração do cinema nacional chamada Gaúcho Negro - com o infame subtítulo "Um amor de bang bang".

Foto: Banco de Conteúdos Culturais / Reprodução

Produzido pela Xuxa Produções em 1991, o filme trazia Xuxa Meneghel apenas como narradora, contando a história em estúdio para um grupo de crianças. Recheado de "estrelas" do cinema nacional, como as Paquitas, que também emplacaram Sonho de Verão, com Sérgio Mallandro, o filme também traz a volta dos Paquitos às telonas.

A história gira em torno do Festival de Música do Rio Grande do Sul. Em meio ao clima de festa e alegria, uma série de acontecimentos abalam a paz. Crimes como roubo de gado e queimadas são investigados, aparentemente sem solução. Alguns dizem ter visto uma figura estranha, o Gaúcho Negro. Qual sua verdadeira face? Um ladrão disfarçado? Um justiceiro?

Foto: Banco de Conteúdos Culturais / Reprodução

A atuação dos atores, principalmente os locais, faz qualquer teatro infantil de final de ano levar o Globo de Ouro. Para os gaúchos uma porção de easter eggs, com participações especiais dos músicos Renato Borghetti, Bagre Fagundes, da dupla Hique Gomes e Nico Nicolaiewsky (Tangos & Tragédias), do grupo Nenhum de Nós, entre outros.

A protagonista do filme é Letícia Spiller, dando vida à professorinha Adriana, que se apaixona pelo carioca João (Cláudio Heinrich), que foi passear no Sul. O romance é um dos fio condutores da história em meio a essa “aventura” que virou o festival. Curiosidade: Letícia Spiller voltaria a gravar um filme no Rio Grande do Sul, quando protagonizou “A Paixão de Jacobina”, baseado na vida de Jacobina Mentz, uma líder religiosa que comandou a Revolta dos Muckers na segunda metade do século 19 em solo gaúcho.

Foto: Banco de Conteúdos Culturais / Reprodução

Um dos grandes destaques do filme, com certeza, é Gaúcho da Fronteira. Seria ótimo saber quem teve a ideia de chamar o artista, também conhecido no eixo RJ-SP devido às suas participações em programas da Rede Globo, para ser protagonista de um filme. Faz lembrar os tempos em que o ícone da música gaúcha, Teixeirinha, fazia filmes a rodo e era presença constante nas películas mais bisonhas possíveis.

Foto: Banco de Conteúdos Culturais / Reprodução

Com uma média de 2,4 no IMDB, Gaúcho Negro merece ser colocado no panteão de pérola trash do cinema brasileiro, mesmo não exibido em circuito nacional. Abaixo, você pode conferir o filme na íntegra e desvendar a história dessa mistura de Zorro com ninja que habitava o Rio Grande do Sul em 1991. Bônus: a trilha sonora.

As fotos neste texto foram tiradas do Banco de Conteúdos Culturais, que faz um trabalho exemplar na preservação da memória da cultura nacional. Não deixe de conferir.

Foto: Banco de Conteúdos Culturais / Reprodução


FICHA TÉCNICA

Gaúcho Negro
1991 - 80 min
Direção: Jessel Buss
Roteiro: Carlos Alberto Diniz/Yoya Wurch

Elenco:
Gaúcho da Fronteir
Letícia Spiller
Cláudio Heinrich (creditado como Cláudio Méier)
Xuxa
Juliana Baroni 
Vagner Vidor
Egon Júnior
Isabela Silveira
Jimmy Pipiolo
Pinduca Gomes

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