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Há 41 anos estreava na Globo o programa 'Os Trapalhões'

Relembre a trajetória do grupo humorístico e alguns de seus bordões mais famosos, hoje incorporados ao cotidiano do brasileiro.

13 mar 2018
10h47
atualizado às 11h12
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Foi exatamente em 13 de março de 1977 que o humor brasileiro mudou de cara para sempre. Naquele dia, mais de quatro décadas atrás, o formato clássico do programa Os Trapalhões estreava na TV Globo com Didi, Dedé, Mussum e Zacarias para se tornar um fenômeno de popularidade no Brasil, entrando para o Guinness Book como o humorístico de maior duração da televisão, com 30 anos de exibição.

Foto: Divulgação / Globo

Antes disso, os comediantes já atuavam há quase uma década, mas não necessariamente juntos. Em 1966, na TV paulista Excelsior, já existia o programa Adoráveis Trapalhões, com Manfried Sant’Anna (Dedé) e Renato Aragão (Didi). Apenas mais tarde é que viriam Antônio Carlos Gomes (Mussum) e Mauro Gonçalves (Zacarias). O programa mudou o nome para Os Insociáveis e foi pra TV Record e, em seguida, para a TV Tupi, onde adotou o nome Os Trapalhões. Como a Tupi enfrentava graves problemas financeiros, o programa não ficou muito tempo e acabou indo parar na Globo.

Wanderley Cardoso, Ted Boy Marino, Ivon Curi e Renato Aragão: Adoráveis Trapalhões
Wanderley Cardoso, Ted Boy Marino, Ivon Curi e Renato Aragão: Adoráveis Trapalhões
Foto: Reprodução / Arquivo pessoal / TV Excelsior

No cinema, a marca Os Trapalhões bateu recordes seguidos como maiores bilheterias do cinema nacional. Mas os primeiros filmes dos anos 1960 (Na Onda do Iê-Iê-Iê, Adorável Trapalhão, Ilha dos Paqueras, Bonga o Vagabundo Trapalhão) não contavam com todos os comediantes do grupo. Na verdade, o primeiro filme a contar com os quatro humoristas da formação clássica foi Os Trapalhões na Guerra dos Planetas, de 1978.

Entre os maiores sucessos cinematográficos dos Trapalhões estão O Trapalhão nas Minas do Rei Salomão (1977), com 5,8 milhões de espectadores; Os Saltimbancos Trapalhões (1981), com 5 milhões; Os Trapalhões na Guerra dos Planetas (1978), com 5 milhões; O Cinderelo Trapalhão (1979), com 4,7 milhões; Os Trapalhões na Serra Pelada (1982), com 4,7 milhões; O Casamento dos Trapalhões (1988), com 4,5 milhões; e Os Vagabundos Trapalhões (1982), com 4,4 milhões de espectadores.

As mortes de Zacarias (1990) e Mussum (1994) foram decisivas para o fim do programa, extinto em 1997.

Atualmente, esquetes clássicas do programa são reprisadas no canal por assinatura Viva.

Mussum e Didi: mestres dos bordões
Mussum e Didi: mestres dos bordões
Foto: Reprodução / Rede Globo de Televisão

EXPRESSÕES POPULARIZADAS PELOS TRAPALHÕES

Ao longo de sua carreira, o grupo cravou diversas expressões nascidas em seus esquetes humorísticos. Algumas dessas expressões hoje fazem parte do vocabulário do brasileiro e muita gente nem sabe que sua origem foi nos Trapalhões.

Veja alguns exemplos:

  • Mé: Uma corruptela da palavra “mel”, adjetivo usado por Mussum para se refererir à cachaça.
  • Poupança: Expressão que Didi usava para se referir às nádegas.
  • Forévis: Também se referia às nádegas, mas foi cunhada por Mussum.
  • Cacildis: Foi uma sugestão do também humorista Chico Anysio para Mussum, que acabou adotando o sufixo “is” para tudo. “Negão é teu passadis!” era um de seus bordões favoritos.
  • Pirulitar: Outro bordão de Mussum para se referir a alguém que sumia. Também é usado como “empirulitar”.
  • Popotizar: Corruptela criada por Didi para “hipnotizar”.
  • Audácia da pilombeta: Expressão de revolta criada por Didi.
  • Bufunfa: Dinheiro, também criada por Didi.
  • É fria!: Situação difícil, segundo o personagem de Renato Aragão.
  • Som na caixa, mané!: Até hoje usada para pedir que alguém coloque uma música para tocar.
  • Rapaz alegre: Hoje em dia, Didi seria massacrado nas redes sociais acusado de homofobia por se referir assim a homossexuais. Mas ele também tinha outras expressões, como “Ele camufla”, “Ele escamoteia”, “Ele solicita” e “Ele joga água fora da bacia”.
  • Ei, psit!: Forma de chamar atenção do telespectador ou mesmo de outros atores em cena.

 

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