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"Tintim racista e misógeno ficou para trás", diz ator

26 out 2011 - 14h47
(atualizado às 16h51)
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O ator britânico Jamie Bell - que emprestou seus gestos e movimentos a versão digital do famoso Tintim, criado pelo diretor americano Steven Spielberg -, acredita que o personagem "racista e misógino" dos anos 30 ficou para trás, pois aquela história em quadrinhos foi "resultado de uma época".

Os detetives Dupond e Dupont conversam com o repórter Tintim em cena do filme que usa a tecnologia de captação de movimento (Motion Capture) para dar realismo às imagens
Os detetives Dupond e Dupont conversam com o repórter Tintim em cena do filme que usa a tecnologia de captação de movimento (Motion Capture) para dar realismo às imagens
Foto: Divulgação

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"O nosso é um bom exemplo de ética e de como ser grande sendo você mesmo, sem depender de nenhuma característica especial", afirmou Bell nesta quarta-feira, poucos dias depois da estreia em Bruxelas - cidade natal do pai do personagem, Georges Rémi "Hergé" (1907-1983). "Tintim não tem superpoderes, ele é quem é por sua própria identidade e essa me parece uma mensagem magnífica para as crianças"

As Aventuras de Tintim é um prodígio técnico que o mago da bilheteria Steven Spielberg e seu aluno, o produtor Peter Jackson, trazem para o cinema com imagens que repousaram durante anos no subconsciente de uma geração inteira de jovens europeus.

E o Tintim, que não podia ser humano, continua sendo um mistério, mesmo contando com toda a energia e plasticidade do dançarino Jamie Bell. Isso porque o ator, que saltou à fama com outro menino prodígio, Billy Elliot (2000), prefere seguir anônimo.

"Conheci Tintim com oito anos e li os 23 livros assinados por Hergé. Tenho tanto apreço e respeito pelo universo dele que só pensava em não arruiná-lo, era muita responsabilidade", comentou o ator, que considera "tão boa" a tecnologia usada na digitalização da imagem que é possível ver no desenho "a alma e o espírito" do personagem.

Spielberg contou que desde que conheceu Tintim, em 1981, já pretendia adaptá-lo para os cinemas. O próprio Hergé autorizou o diretor americano a levar o projeto adiante, apesar da obra já ter passado por outras tentativas de adaptação.

Para o trabalho, os produtores utilizaram a técnica "motion capture" (a captura digital de movimentos e gestos de atores que se incorporam ao desenho em 3D), já vista antes em O Senhor dos Anéis com o personagem Sméagol, que foi interpretado pelo ator Andy Serkis. Aliás, em As Aventuras de Tintim, esse mesmo ator interpreta valente o capitão Haddock.

"O resultado é uma recriação absolutamente fiel da história em quadrinhos original, embora o roteiro misture várias aventuras do audacioso jornalista: O Segredo do Unicórnio, O Caranguejo das Pinças de Ouro e O Tesouro de Rackham: o Vermelho.

No enredo do filme, o célebre repórter se envolve em uma vingança que se perpetua por vários séculos depois de comprar uma réplica de uma escuna chamada Unicórnio, propriedade de um antepassado do capitão Haddock que é arrebatada pelo malvado Sakharine (Daniel Craig), descendente do pirata Rackham: o Vermelho.

O diretor de E.T., Parque dos Dinossauros e A Lista de Schindler consegue dar a Tintim uma credibilidade que impacta o público desde o primeiro minuto, apesar de a batalha naval ser o momento culminante de seu virtuosismo técnico.

EFE   
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