O diabo mora nos detalhes: Esta série da Netflix enfrentou um processo judicial por utilizar referências satânicas
Com quatro temporadas, série foi aclamada no início, mas logo conheceu o gosto do cancelamento.
O mundo das séries e filmes está rodeado de questões jurídicas. Parte da burocracia comum da indústria, há alguns acontecimentos que provocam ações não previstas por estúdios quando alguma produção começa a ser desenvolvida. Várias empresas já enfrentaram situações complicadas neste sentido, de problemas no set de A Pequena Sereia a incidentes nas gravações de Harry Potter.
Em determinado ponto de suas filmagens, O Mundo Sombrio de Sabrina, da Netflix, foi uma dessas atrações que enfrentou alguma problemática fora das telas. A equipe da série teve que travar uma batalha legal com o Templo Satânico, organização religiosa que luta pela separação entre a Igreja e o Estado.
A trama acompanha uma versão mais fiel da personagem em relação aos quadrinhos, em que ela, como filha do diabo, tem que lidar com seus deveres na Terra e no Inferno. O que torna o caso um pouco mais bizarro é o fato de ser comum ver discursos empoderadores da protagonista, o que em tese faz sentido com a prática da instituição: "encorajar a benevolência e a empatia, rejeitar a autoridade tirânica, defender o bom senso prático, opor-se à injustiça e empreender atividades nobres".
Apesar destas questões terem potencial para causar esse desentendimento jurídico, o que motivou o processo foi o uso de imagens religiosas na série, principalmente com a reprodução da estátua de Baphomet vista durante boa parte da narrativa na Academia de Artes Invisíveis.
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