Exclusivo: Maggie Q., a Nikita da TV, fala sobre 'Padre'
A Hora do Rush 2, Missão Impossível 3, Duro de Matar 4. O currículo de Maggie Q. é cheio não apenas de sequências, mas particularmente de filmes de ação, daqueles em que ela pode se dobrar inteira e mostrar suas perícias marciais. A mais nova Nikita da série homônima da TV está agora no elenco de mais um filme em que ela é especializada em partir pra briga. Em o Padre, em cartaz no Brasil desde a última sexta-feira (13), ela uma sacerdotisa, e foi treinada para proteger os humanos de males maiores. Confira abaixo a entrevista com a atriz.
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Que personagem você interpreta no filme?
Maggie Q. - Eu interpreto a Sacerdotisa, a mulher do grupo dos Padres no filme com uma antiga história ligada aos personagens de Paul Bettany e Karl Urban. Eles eram pessoas com habilidades especiais e uma sensibilidade especial que foram selecionadas pela Igreja e treinadas para proteger a população das cidades. Todos eles tinham lutado juntos numa guerra longa e árdua. E agora o grupo é reconvocado para enfrentar uma nova ameaça.
Você é celibatária nesse mundo como sacerdotisa?
Maggie Q. - Sim. As sacerdotisas seguem as mesmas regras e prestam os mesmos votos de celibato que os homens. É interessante você mencionar isso, porque há uma história linda entre ela e o Padre, no seu passado.
Ultimamente, as pessoas parecem fascinadas pelos filmes de vampiros, mas eu tenho a impressão de que esta é uma versão completamente diferente do modo como os vampiros estão sendo mostrados aos espectadores ultimamente. O que você acha que pessoas deve esperar ao irem assistir a este filme?
Maggie Q.: Eu não acho que elas devam ir ao cinema pensando somente nos vampiros, mas se for isso o que elas querem, a sua fome será saciada. Se você quiser ver um ótimo filme com situações dramáticas, relações emocionais profundas e uma ação espetacular, vá ver este filme. Ele realmente tem de tudo. Eu não acho que elas devam ir ver o filme com ideias preconcebidas. Acho que você deve ir assistir ao filme preparado para algo emocionante que você nunca viu antes.
Você já conhecia o gibi no qual Padre se baseia?
Maggie Q. - Não sou fã de gibis. Sou mulher. (risos). Mas o Scott (Stewart) era um grande fã desse gibi e quando vim me encontrar com ele, ele me deixou muito empolgada com o projeto.
Você precisou se submeter a algum treinamento físico para o filme?
Maggie Q. - Precisei. Eu não tive o tempo de treinamento que eu gostaria de ter tido, mas, sim, passei pelo treinamento. O filme tem muita ação, muitas cenas com o uso de cabos e coisas assim. Eu faço filmes de ação há 13 anos, por isso, estou acostumada às cenas arriscadas e ao treinamento para os filmes. Neste caso, o treinamento foi um pouco diferente; nós usamos armas diferentes de tudo o que você já viu. Elas foram criadas exclusivamente para o filme. É muito legal.
Você se machucou? O Paul mencionou que se contundiu.
Maggie Q. - Eu acho que todos nós tivemos algumas contusões e lesões. Não há como se evitar.
Você passou por um programa prévio de treinamento? Maggie Q. - Menos tempo do que eu gostaria.
Como foi trabalhar com Paul (Bettany) e como era a atmosfera no set?
Maggie Q. - Sinceramente, eu nunca gostei tanto de uma equipe. Na minha carreira, eu trabalhei em filmes incríveis com pessoas fantásticas, a quem eu amo. A experiência em Padre, com esse elenco e essa equipe, foi fantástica. Muitas vezes não nos lembramos disso, mas são os membros da equipe que realmente fazem o filme acontecer. Eu sinto muita falta deles. Quero fazer outro filme exatamente com a mesma equipe, porque a química foi perfeita. Primeiro, temos um astro com a melhor atitude possível, o que já dá o tom do filme. Paul é um cara carismático, realmente maravilhoso e afetuoso, a gente ria o dia todo. É curioso quando a gente assiste ao filme, com tanto drama, e é um trabalho muito pesado em vários momentos, mas no instante em que eles gritavam, "Corta!", a gente ia para algum canto e ficava às gargalhadas, porque esse era o clima no set.
Houve espaço para improvisos ou tudo seguiu estritamente o roteiro?
Maggie Q. - Não houve muito espaço para o improviso, pois já tínhamos feito isso antes de começar a rodar. Nós tivemos muitas reuniões de roteiro, fizemos muitas leituras. Nós até alugamos salas e ensaiamos algumas cenas que sabíamos que eram muito importantes na trama para vermos o que seria cortado e o que seria aproveitado. Então, uma vez no set de filmagem, já sabíamos exatamente o que queríamos. Não houve mudanças de última hora. Todas as alterações foram feitas antes do início das filmagens.
Em que aspecto, pelo fato de ser em 3D, o filme será uma experiência diferente para os espectadores?
Maggie Q. - O 3D deste filme foi acrescentado na pós-produção. Nós não rodamos em 3D, mas, curiosamente, há muitas coisas nele que funcionaram perfeitamente num ambiente 3D. As armas, as motocicletas, todos esses elementos vão ficar espetaculares. Vão saltar, de fato, da tela. O que eu adoro em Padre é que sendo em 3D ou não, não faria diferença. Todos vão adorá-lo, de qualquer maneira. Mas creio que o 3D tornará a experiência e o drama mais atrativos para o público mais jovem.
E você acredita que o 3D seja apenas uma tendência no momento, mas que acabará desaparecendo? Ou é algo que chegou para ficar?Maggie Q. - Eu não acho que seja apropriado para qualquer filme. Nem creio que se tornará o padrão no mercado, porque existem tantos tipos diferentes de filmes. Se você sempre tiver a opção de rodar os filmes de ação em 3D, tudo bem. Mas ele não é absolutamente indicado para tudo. Eu não acho que os espectadores vão curti-lo em todos os demais gêneros.
Qual seria a melhor qualidade do Paul enquanto ator? Você aprendeu alguma coisa com ele?
Maggie Q. - Eu aprendi muito com todos eles. Eles são todos muito gentis. Mas Paul, em especial, é muito generoso em tudo o que ele faz. Certamente quando se contracena com ele, você tem espaço para uma troca real. Eu já trabalhei com atores de tipos tão diferentes e nem todo mundo nos dá essa oportunidade. Algumas vezes, eles só se importam com o próprio desempenho. Você cuida de si e eu cuido de mim. Conosco, não foi assim. O mais importante sempre era como nós poderíamos fazer o melhor trabalho possível. Isso não é algo que se aprende; ele já nasceu com essa qualidade, o que é um privilégio para todos aqueles que trabalham com ele.
Você já atuou em vários filmes de ação; pretende se concentrar nos filmes de ação?
Maggie Q. - Eu também já fiz dramas e comédias, mas, por algum motivo, os filmes de ação que eu fiz fizeram mais sucesso. Eu tive a sorte de começar e ganhar experiência na Ásia, pois já cheguei aos Estados Unidos com um bom nível de preparo físico para os filmes de ação. Eu passei anos na Ásia aprendendo o que eu aprendi e desenvolvendo uma ética de trabalho. Eu adoro o gênero dos filmes de ação! As mulheres não costumam fazer o que eu faço. Eu tenho muita sorte.