Cristina Clemente, tabeliã: 'Eu nunca aconselharia uma pessoa de 60 anos a doar seus bens em vida, é um erro que pode sair muito caro'
Doar em vida sem saber o que acontecerá nos próximos 10 ou 15 anos pode ser imprudente
Planejar uma herança ou fazer um testamento não é algo que a gente goste de pensar. Entre a carga emocional que isso carrega e a aparente complexidade da papelada, muitas famílias preferem deixar isso para depois.
Mas se antecipar pode fazer uma grande diferença, não só para evitar dores de cabeça para os herdeiros, como para não cometer erros ou também economizar uma quantia significativa de impostos.
Herança antecipada tem se tornado frequente
Nos últimos tempos, as doações em vida têm se tornado cada vez mais populares. Muitos pais optam por adiantar a herança, ajudando seus filhos em momentos chave como a compra de uma casa.
A ideia parece boa no papel: antecipar o patrimônio, aproveitar vantagens fiscais e, ao mesmo tempo, evitar possíveis mudanças regulatórias no futuro. No entanto, a tabeliã María Cristina Clemente adverte em um dos últimos episódios do seu podcast "Dou Fé" que esta decisão nem sempre é a mais acertada.
Aliás, pode acabar saindo muito mais cara se não tem claras todas as implicações fiscais e pessoais que isso implica.
Doação em vida: uma decisão que requer muita reflexão
"Sim, você pode doar os bens em vida, e há pessoas que combinam isso e entendem que seu planejamento sucessório precisa combinar a doação com a aquisição após sua morte, mas precisamos ter muita clareza quando fazemos uma doação e o que isso implica.
Para a tabeliã, doar não deveria ser uma decisão tomada de ânimo leve, especialmente se ainda há muita vida pela frente. "Eu nunca aconselharia,...
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