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Mulher-Maravilha: Antiga intérprete da heroína na TV, Lynda Carter defende o filme das críticas de James Cameron

"Talvez você não entenda a personagem. Certamente, eu consigo."

29 set 2017 - 11h21
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As críticas de James Cameron sobre Mulher-Maravilha seguem causando repercussão na mídia. Dessa vez, quem rebateu tais acusações foi alguém bem experiente quando o assunto é Diana Prince: Lynda Carter, que interpretou a heroína na clássica série de TV dos anos 1970.

Foto: Getty Images / AdoroCinema

Se você está perdido na última treta de Hollywood, o AdoroCinema resume o bafão: tudo começou quando Cameron falou que considera Mulher-Maravilha um atraso em relação a outras figuras feministas, pois objetifica a personagem. Diretora do longa, Patty Jenkins respondeu como ele tinha dificuldades para entender o que Diana significa para mulheres e que buscou apresentar uma heroína multidimensional. Perdendo a chance de ficar quieto e deixar tal poeira passar, o cinesta reforçou sua opinião, dizendo que considera Sarah Connor, criada por ele em O Exterminador do Futuro, mais importante e inovadora do que a Mulher-Maravilha de Gal Gadot.

Visivelmente chateada, Lynda Carter usou sua página oficial no facebook para respondê-lo: "Para James Cameron - PARE de críticar Mulher-Maravilha. Pobrezinho. Talvez, você não entenda a personagem. Certamente, eu consigo. Como todas as mulheres, somos mais que a soma de todas as nossas partes físicas. Seus conselhos para uma brilhante diretora como Patty Jenkins são péssimos. O filme acertou em cheio. Gal Gadot foi incrível. Eu sei disso, sr. Cameron, pois representei essa personagem durante 40 anos. Então, PARE."

Lynda Carter como Mulher-Maravilha nos anos 1970. Gal Gadot, nos dias atuais.

Alguns podem considerar a declaração de Carter exagerada, porém recebeu apoio de muitas opiniões online. No final das contas, o mais importante é perceber que o cinema deve abrir espaço para todos os tipos de representações femininas. Mostrar as mulheres como os seres complexos que são e deixar mais atrizes, diretoras e roteiristas expressarem suas vozes. Há espaço para Diana Prince, há espaço para Sarah Connor, há espaço para todas.

A grande prova é o sucesso de Wonder Woman - que foi elogiado pela crítica (inclusive o AdoroCinema!) e conseguiu ser a maior bilheteria da história de um filme dirigido por mulheres, com mais de US$800 milhões arrecadados mundialmente. Com os retornos de Gal Gadot e Patty Jenkins, Mulher-Maravilha 2 já está garantido, previsto para dezembro de 2019.

AdoroCinema
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