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‘Feirinha do abadá’ e ateliês oferecem customização expressa para foliões em Salvador por até R$ 600

Sentadas nas ruas, costureiras costumam oferecer um valor mais em conta do que o visto em centros comerciais

12 fev 2026 - 04h58
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Um toldo, duas mesas de plástico e uma máquina de costura ocupam parte da calçada do cruzamento entre a Rua Belo Horizonte e a Rua Augusto Frederico Smith, no bairro da Barra, em Salvador. Ao seu redor, aglomeram-se turistas com malas e abadás recém retirados de blocos e camarotes. “Desde que começou essa feirinha, eu venho aqui. Conheci pelo boca a boca” conta Miriam Salles, 45, turista de Recife (PE) que está em seu décimo carnaval seguido na capital baiana.

Miriam carrega várias sacolas ao mesmo tempo. Ao todo, ela pretende curtir quatro blocos e cinco camarotes divididos entre os sete dias de festa. Era por volta das 14h quando Miriam conversou com o Terra. Ela conta que estava no local desde às 9h aguardando para levar todos os abadás para o apartamento em que vai se hospedar dentro do circuito do carnaval.

Foto: Maria Clara Andrade/Terra

Para falar a verdade, Cristina Sousa, 54, dona do pequeno ponto de customização, diz que Miriam chegou ainda antes da barraca estar de pé. “Eu estava sem conseguir montar a barraca, ela se disponibilizou, ela que montou”, brinca, apontando para a cliente.

Miriam está em seu décimo carnaval em Salvador
Miriam está em seu décimo carnaval em Salvador
Foto: Maria Clara Andrade/Terra

Cristina monta o negócio no local há 9 anos. O trabalho se tornou uma renda extra para ela, que é diarista fora do período do carnaval. As customizações são de todo preço. “Cortes esse ano custam R$ 30, ano passado era R$ 20. Vai dependendo da customização, até R$ 80 a gente cobra” diz.

Puxando mais na memória, Cristina conta que cobrou R$ 180 na customização mais cara que fez. Na tarde desta quarta-feira, 11, um dia antes do início do carnaval oficialmente, ela era a única com a barraca montada no local. A partir de quinta, ela diz, o espaço deve se encher de outras costureiras. 

A “feirinha de abadás” como tem ficado conhecida funciona até a noite de terça-feira de carnaval. “Até 21h, 22h, tem gente vindo customizar”, conta. Cristina não compartilha quanto consegue ganhar nesse período, mas garante que a renda extra ajuda com o aluguel, a conta de luz e até já rendeu uma televisão e uma geladeira novinha.

Cristina Sousa é diarista e montou a barraca pela primeira vez há 9 anos
Cristina Sousa é diarista e montou a barraca pela primeira vez há 9 anos
Foto: Maria Clara Andrade/Terra

Perto dali, subindo a mesma rua está o AteliGê, gerenciado por Geraldo Santos, de 54 anos. Com estrutura de um espaço físico completo, o ateliê funciona o ano todo fazendo reformas de peças e costura de biquinis. 

Geraldo diz que só não é costureiro, mas de resto faz tudo. “Eu corto, limpo, marco, entrego e administro, que é o principal”, brinca. Em seu ateliê, o valor mínimo de customização é R$ 35 e pequenos detalhes já fazem a diferença.

“Os rápidos demoram 10 minutos, os mais demorados podem chegar a 2 horas”, afirma. No sábado de carnaval, ele estima atender em média 100 foliões. 

Também próximo dos dois comerciantes, está a “feirinha do carnaval”, que acontece no Shopping Barra. Apesar da similaridade com o nome que ganhou o negócio de Cristina Sousa e outras costureiras que se instalam na calçada, a feirinha dentro do centro comercial tem preços muito mais salgados. As customizações mais básicas começam em R$ 90 e podem chegar a R$ 600, dependendo dos detalhes.

Catálogo disponível no AteliGê, próximo à feirinha dos abadás
Catálogo disponível no AteliGê, próximo à feirinha dos abadás
Foto: Maria Clara Andrade/Terra

*A cobertura de carnaval do Terra tem apoio de Bluefit, Gol, Magalu, Mercado Pago, OMO, e Popeye's #TerraNoCarnaval

Fonte: Portal Terra
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