Valesca Popozuda viraliza com música 'proibidona' do carnaval: 'pessoas não têm coragem de falar'
Funkeira acaba de lançar medley com versos 'proibidões' em cima de base de arrocha e agradou o público
Nos preparativos para uma maratona de quase dez apresentações pelo Brasil durante o carnaval, Valesca Popozuda já tem na manga um provável hit para a folia. Na recém-lançada Poesia Cústica, a cantora chega munida de referências e mescla versos 'proibidões' já típicos de suas músicas a uma base de arrocha. A música é uma maneira de expor situações reais que acontecem no carnaval, mas que acabam ficando no sigilo por ainda serem consideradas um tabu.
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Em Poesia Cústica, que chegou às plataformas de música no último dia 14, Valesca se inspira no cantor baiano J. Eskine, que conquistou todo o Brasil e segue em alta com o hit Resenha do Arrocha. Para o nome de sua faixa, ela faz referência ao exitoso projeto Poesia Acústica, do selo Pineapple StormTv, que reúne nomes de peso do rap, trap e funk para rimas em faixas que chegam a ultrapassar os dez minutos de duração.
"Estão dizendo que fiz o arrocha dos gays... eu faço para os gays, faço para os hétero, para todo mundo que gosta e se identifica comigo", contou Valesca em entrevista ao G1, revelando que tem desejado fazer um feat com J. Eskine.
Para a criação da letra, a ex-Gaiola das Popozudas reuniu seis compositores para escrever seu medley de arrocha e, ao final do processo, pegou a letra a fim de imprimir ainda mais sua essência nela. Para isso, ela colocou nomes de suas amigas pessoais em situações retratadas na música.
"Gosto de falar sobre liberdade sexual porque é tudo verdade. Estou expondo coisas que acontecem no dia a dia, mas que muitas pessoas não têm coragem de falar, ficam com vergonha", afirmou a artista.
Nas redes sociais, a funkeira celebra a repercussão da faixa, que pareceu agradar o público. Para o videoclipe da música, Valesca gravou em locais como o Mercadão de Madureira, Zona Norte do Rio, na Rua 25 de Março e no bairro da Liberdade, no Centro de São Paulo. Para ela, a proposta era de que captasse a essência 'povão' da música. "É bom sentir esse acolhimento do povo. Foi ele que me colocou onde estou. Se hoje a classe A me conhece, é graças ao povo", destaca a cantora.