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Plano de evacuação e resposta a pisoteamento e arrastão: o que a Prefeitura de SP exige dos blocos

Formulário precisava ser apresentado até 15 de janeiro; fim de semana pré-carnaval foi marcado por superlotação, congestionamento, confusão e tumultos

10 fev 2026 - 17h16
(atualizado às 17h31)
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Bloco com Calvin Harris tem superlotação e foliões passam mal durante circuito em SP:

Para poder desfilar em São Paulo, blocos de carnaval de rua com mais de 15 mil foliões precisam apresentar planos de resposta a emergências, que incluem medidas em caso de pisoteamento, arrastão, incêndio, alagamento ou qualquer outra necessidade de evacuação do público.

O documento é exigido pela Prefeitura de São Paulo. "É obrigatório que os blocos que reúnam simultaneamente mais de 15 mil pessoas elaborem um plano de operação e segurança", diz a portaria que estabelece as regras do carnaval de rua.

O plano, respondido em um formulário, precisava ser apresentado até 15 de janeiro e ter a autorização do poder público para os cortejos serem permitidos. Também era necessária anuência da Secretaria Municipal da Saúde e da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

Mesmo com as exigências, o fim de semana pré-carnaval foi marcado por congestionamento, confusão, tumultos e atrasos na capital paulista. No sábado, 7, o megabloco com Ivete Sangalo na região do Parque do Ibirapuera chegou a ser interrompido por 50 minutos. No dia seguinte, 8, houve caos na Rua da Consolação devido à concentração simultânea de dois megablocos.

O plano da Prefeitura exige respostas a:

  • incêndio
  • queda de estrutura
  • acidente de trânsito envolvendo o trio elétrico
  • chuva ou vendaval com eventuais alagamentos
  • arrastão
  • pisoteamento
  • crianças perdidas
  • medidas de evacuação, com ou sem emergência.

O formulário ainda questiona a quantidade de pessoas na brigada de incêndio, com a indicação de qual função cada um será responsável (vistoria, controle de acesso, monitoramento da multidão, controle e orientação do público, isolamento, observação e posto de comando). A quantidade de extintores e os locais onde eles estarão dentro do trio também são checados.

Informações similares também precisam ser enviadas sobre a equipe médica e de primeiros socorros, como o número de ambulâncias e posição no trio, quantidade de macas e kits de emergência disponíveis, forma de comunicação com os profissionais de saúde e o médico responsável.

Ainda é necessário definir um responsável geral pelo bloco, assim como um gestor de segurança, um pela brigada de incêndio, um pela equipe médica e um engenheiro responsável pela estrutura do trio. Também é preciso declarar qual é a empresa responsável pela segurança do bloco.

Prefeitura anuncia novas medidas

A Prefeitura de São Paulo anunciou na segunda-feira, 9, novas medidas de segurança após a superlotação nos blocos. Agentes da gestão municipal ficarão dentro dos trios dos megablocos na tentativa de evitar novos transtornos.

"Em todos os megablocos teremos um representante da Prefeitura no trio elétrico para conseguir coordenar que esses blocos não parem", afirmou o prefeito Ricardo Nunes (MDB) na noite desta segunda. "Tivemos problema porque, na parada do trio, as pessoas querem ficar em volta. Tinha espaço para as pessoas em toda a extensão, mas, quando o trio fica muito tempo parado, as pessoas querem estar ali do lado e isso acaba gerando problema."

A Prefeitura mudou o esquema para os megablocos no Ibirapuera: o trajeto na Avenida Pedro Álvares Cabral terá mais duas rotas de saída, uma pelo estacionamento do prédio da Assembleia Legislativa e outra pela Rua Abílio Soares. Foi justamente próximo à Alesp onde houve mais empurra-empurra no show da Ivete Sangalo.

Por ora, não haverá ajustes no percurso em si de megablocos na Rua da Consolação. "Essa semana não terá evento lá, então focamos no Ibirapuera", afirmou o prefeito, defendendo que a presença de um representante da gestão nos trios já será suficiente para garantir a segurança.

Apesar disso, haverá um ajuste na rota de ambulâncias na Consolação. "Vamos fazer algumas adequações. Faremos uma conexão na parte onde tem o cemitério até a rua de trás (Mato Grosso) que vai ser usada como uma passagem para ambulâncias", disse Nunes.

No próximo dia 22, domingo de pós-Carnaval, está previsto o megabloco Pipoca da Rainha, com a cantora Daniela Mercury.

Bloco Skol, com DJ Calvin Harris, levou multidão à Rua da Consolação, no centro da cidade.
Bloco Skol, com DJ Calvin Harris, levou multidão à Rua da Consolação, no centro da cidade.
Foto: Danilo Casaletti/Estadão / Estadão

Até o momento, a Prefeitura também descarta retirar os tapumes na Praça Roosevelt, que impedem a dispersão dos foliões por meio da praça em caso de superlotação, como ocorreu no domingo.

A gestão também determinou que postos de saúde fiquem dentro do próprio circuito de todos os megaeventos pela cidade.

Coordenador operacional da Polícia Militar e responsável pela organização do efetivo no carnaval, o coronel Carlos Henrique Lucena defendeu a utilização de gradis de metal nos blocos, medida exigida pela Prefeitura.

"Os gradis são móveis justamente para isso, para ter a possibilidade de abertura, ter a possibilidade de alargamento, de aumentar o fluxo. Por isso, eles precisam ser móveis, para ter a possibilidade de realizar as técnicas de descompressão", disse ao Estadão. "Ficamos felizes por não ter pessoas feridas gravemente nesse evento (nos megablocos da Consolação)."

Estadão
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