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Beijou no Carnaval? Veja os riscos e como se proteger

Ao Terra, especialistas alerta para os riscos de infecções virais e bacterianas e aconselham como cair na folia da melhor forma

9 fev 2026 - 04h58
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Resumo
Especialistas alertam para o risco de transmissão de infecções virais e bacterianas através de beijos no Carnaval, recomendando cuidados como evitar contato com pessoas sintomáticas, manter boa higiene e atualizar a vacinação para curtir a festa com responsabilidade.
Ao Terra, especialistas alerta para os riscos de infecções virais e bacterianas e aconselham como cair na folia da melhor forma
Ao Terra, especialistas alerta para os riscos de infecções virais e bacterianas e aconselham como cair na folia da melhor forma
Foto: Freepik

Fevereiro chegou e o Carnaval já está aí! Junto com toda a energia da festa, há foliões que aproveitam o ritmo intenso dos bloquinhos, trios elétricos e viagens para conhecer gente e, se pintar um clima, dar muito beijo na boca. No entanto, especialistas alertam para os riscos de transmissão de infecções virais e bacterianas por meio do contato dos lábios e da saliva.

A boca é uma parte fundamental dos sistemas digestivo e respiratório. Por ela ocorrem a mastigação, a insalivação, a deglutição, a fonação e a gustação. Por ter tantas funções, também é um ambiente favorável à transmissão de doenças, já que é naturalmente úmida, aquecida e rica em vasos sanguíneos — características que favorecem tanto a sobrevivência quanto a entrada de microrganismos no organismo.

Pequenas inflamações, gengivites, aftas ou microfissuras também podem facilitar ainda mais a penetração desses agentes. Ao Terra, especialistas listaram as principais doenças e sintomas para se atentar durante o Carnaval:

Virais

  • Mononucleose infecciosa (a famosa “doença do beijo”): fadiga, mal-estar, febre alta, dor de garganta, inchaço dos gânglios linfáticos no pescoço, axilas e amígdalas, além de dor de cabeça;
  • Herpes simples tipo 1 (popularmente conhecido como “herpes labial”): aparecimento de bolhas ou úlceras dolorosas na boca ou ao redor dela; também pode surgir nos genitais;
  • Citomegalovírus: febre, cansaço e dor de garganta;
  • Influenza (gripe): febre, dor de cabeça, dor de garganta e calafrios;
  • Covid-19: febre, cansaço, tosse seca, perda de paladar ou olfato, nariz entupido e dor de garganta;

Bacterianas

  • Amigdalite estreptocócica: dor de garganta e ao engolir, garganta avermelhada com placas esbranquiçadas e inchaço dos gânglios linfáticos do pescoço;
  • Meningite meningocócica: febre, dor de cabeça e rigidez na nuca;
  • Sífilis: feridas nos órgãos genitais, febre, mal-estar, dor de garganta, queda de cabelo e inflamação dos gânglios linfáticos.

Segundo a médica otorrinolaringologista e membro da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF) Roberta Pilla, o risco tende a ser maior em beijos mais prolongados, principalmente quando há maior troca de saliva.

“Quanto maior o tempo de exposição e o volume de secreção compartilhada, maior a probabilidade de transmissão de microrganismos, especialmente se uma das pessoas estiver com infecção ativa, mesmo que ainda em fase inicial. Beijos rápidos apresentam risco menor, mas não são completamente isentos, sobretudo se houver sintomas ou lesões visíveis”, explica a especialista.

Pilla ressalta que, embora a maioria das infecções seja leve e autolimitada, sintomas persistentes ou mais intensos devem motivar avaliação médica para diagnóstico e orientação adequados.

Como se prevenir

Segundo os especialistas, a melhor forma de prevenção é evitar beijar pessoas que apresentem sintomas de infecção. “Manter boa higiene oral, não compartilhar copos e utensílios, cuidar do sono e da alimentação para manter a imunidade adequada e manter a vacinação em dia, especialmente contra gripe e meningite, são medidas que ajudam a reduzir os riscos. A conscientização é uma ferramenta importante de prevenção”, explica Pilla. 

Nem tudo é susto

Apesar dos alertas, o médico otorrinolaringologista Bruno Borges de Carvalho Barros ressalta que beijar faz parte da vida social e afetiva, basta curtir com cuidado. “Curta a festa, curta o momento, mas lembre que sua boca também é um órgão de transmissão. Se perceber feridas, febre, dor de garganta ou mal-estar, dê um tempo nos beijos e procure avaliação médica”, afirmou. 

“O principal recado é agir com responsabilidade, observar  e tentar conhecer os parceiros possíveis,  e se estiver doente ou com sintomas, o ideal é evitar o contato íntimo até a recuperação. E, após festas e eventos, é importante observar os sinais do próprio corpo. Diversão e cuidado com a saúde podem e devem caminhar juntos”, conclui Roberta Pilla.

Fonte: Portal Terra
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