Boris Cyrulnik, o pai da resiliência: 'Uma pessoa resiliente compreende que é a arquiteta de sua própria felicidade e de seu próprio destino'
A vida nos apresenta desafios, mas o que define nossa jornada é como escolhemos reagir. Descubra com Boris Cyrulnik, o 'pai da resiliência', nos ensina a transformar as dores da vida em força
É muito comum que, com o envelhecimento, muitas pessoas passem a olhar para trás na tentativa de reconhecer perdas, frustrações e mudanças que impactaram a vida, como o luto, demissões, separações e projetos frustrados. Ainda assim, há quem opte por se apegar à resiliência e, assim, seguir em frente com mais força.
E, quando falamos de resiliência, é impossível deixar de citar o 'pai' dessa ciência e modo de vida: Boris Cyrulnik é um psiquiatra, neurologista e pensador francês que dedicou grande parte da vida a estudar como seres humanos conseguem se reconstruir depois de experiências traumáticas.
Ainda criança, ele viveu o horror do nazismo, perdeu os pais e escapou por pouco dos campos de concentração. Mais tarde, ele transformou essa experiência em objeto de estudo e passou a investigar como o trauma age no psicológico e o que ajuda uma pessoa a não ser destruída por ele.
Resiliência não é força sem dor e ajuda a seguir em frente
Segundo Boris Cyrulnik, a resiliência não significa passar por situações duras sem sofrer, e também não quer dizer voltar a ser exatamente como antes depois de um trauma. Para ele, o processo é mais complexo do que isso.
A pessoa resiliente não apaga o que viveu, mas aprende a continuar a vida sem ficar paralisada e angustiando por aquela dor que já passou. Em vez de se apegar à ferida, ela encontra formas de seguir, mesmo sabendo que a experiência deixou marcas.
"Resiliência não é apenas sobre suportar; é também sobre aprender a viver", diz o especial...
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