Balé da Cidade de SP leva “Brasileiros” ao Theatro Municipal

Programa tem três peças coreografadas por ex-bailarinos da companhia, que se apresenta pela primeira vez no ano em casa

23 jun 2015
09h00
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O Balé da Cidade de São Paulo (BCSP) se apresenta pela primeira vez em 2015 na sua casa, o Theatro Municipal que, neste ano, decidiu dar mais ênfase a produções como música e ópera. O programa é “Brasileiros”, que reúne três peças criadas exclusivamente por ex-bailarinos da companhia.

Em “Cenas a 37”, Alex Soares propõe um exercício para imaginar o que teria ocorrido às personagens da peça “Cenas de Família”, de 1978, do argentino Oscar Araiz
Em “Cenas a 37”, Alex Soares propõe um exercício para imaginar o que teria ocorrido às personagens da peça “Cenas de Família”, de 1978, do argentino Oscar Araiz
Foto: Sylvia Masini / Divulgação

A estreia desse programa foi no mês de março no Sesc Pinheiros, também na capital paulista, com plateia sempre cheia para ver as criações de Gleidson Vigne, Jorge Garcia e Alex Soares.

“É motivo de orgulho criar para o BCSP, pois tem muita história e já passaram por lá vários excelentes coreógrafos”, diz Vigne, autor de "Fio da Meada", que abre a noite para falar dos caminhos incertos que a vida percorre.

Garcia vive a experiência de retornar ao BCSP como coreógrafo pela terceira vez. “Tenho um enorme carinho por esta companhia”, diz ele, elogiando toda a equipe técnica e artística, que agora trabalha na sua “Árvore do Esquecimento”, segunda obra da noite que trata das influências de nordestinos e africanos na cultura popular brasileira.

Jorge Garcia, em sua terceira criação para o BCSP, fala das influências dos nordestinos e imigrantes africanos na cultura popular
Jorge Garcia, em sua terceira criação para o BCSP, fala das influências dos nordestinos e imigrantes africanos na cultura popular
Foto: Sylvia Masini / Divulgação

 “É muito bom retornar à casa’”, confessa Soares, autor de “Cenas a 37”. “Sempre é uma troca nova. Saímos transformados, tanto eu quanto o elenco”, resume o coreógrafo, destacando memórias do tempo em que era bailarino. Sua inspiração para o espetáculo é a obra de 1978 de Oscar Araiz para a companhia, intitulada "Cenas de Família".

O intervalo de cerca de três meses entre a première e a temporada no tradicional Theatro Municipal serviu para seus criadores avaliarem suas obras. ” Tenho alguns ajustes”, diz Garcia. “Vamos poder mergulhar um pouco mais neste trabalho, trazendo mais verdade e intensidade”, conclui.

Soares, que já foi a um ensaio a convite da direção do BCSP, diz que ficou bastante satisfeito com o que viu. “ Estão fazendo um ótimo trabalho sem mim”, reconhece.  “Será interessante para o público rever a força e a potência deste trabalho no belo palco do TMSP. Estou bastante empolgado”, afirma ele

Os rumos incertos que nossas vidas tomam é tema da coreografia de Gleidson Vigne
Os rumos incertos que nossas vidas tomam é tema da coreografia de Gleidson Vigne
Foto: Sylvia Masini / Divulgação

Vigne, que está morando no Rio, não pode comparecer à remontagem. Ele considera que a dança é um “organismo vivo” que sempre requer ajustes, mas, diante do resultado final visto na estreia de março, está tranquilo.  “Tenho certeza que a equipe do BCSP fará um excelente trabalho”, finaliza.

"_______Fio da Meada", "Árvore do Esquecimento" e "Cenas a 37"
Balé da Cidade de São Paulo
24 a 27 de junho, 20h
28 de junho, 18h
Theatro Municipal de São Paulo
R$ 20 a R$ 70
Ingressos em www.compreingressos.com

Fonte: Cross Content
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