Ucrânia descobriu ponto fraco da Rússia na Crimeia: agora há uma fila de caminhões russos que não consegue avançar
Efeitos da estratégia são tanto psicológico quanto militar
Durante a Segunda Guerra Mundial, o avanço do General George S. Patton foi interrompido não pela falta de tanques ou munição, mas por algo muito mais básico: gasolina. Suas colunas blindadas consumiam tanto combustível que a logística não conseguia acompanhar. Desde então, os exércitos aprenderam uma lição brutalmente simples: às vezes, a guerra não é decidida por quem dispara mais tiros, mas por quem mantém o tanque cheio.
Calcanhar de Aquiles
Durante meses, a guerra na Crimeia foi medida em termos de mísseis, bases aéreas e ataques à Frota do Mar Negro. Mas a Ucrânia parece ter identificado algo muito mais vulnerável, a mesma vulnerabilidade que vimos recentemente com o acordo dos EUA com o Irã para encerrar a guerra: o combustível.
Não se trata apenas de destruir alvos militares, mas de atacar o "sangue" que mantém toda a máquina russa funcionando. Sem gasolina, os caminhões não podem se mover, os mísseis não podem atingir alvos, os drones não podem voar e uma ofensiva não pode ser sustentada. E é exatamente isso que Kiev está cortando.
Ataque à artéria
Esta manhã, o Financial Times noticiou que a campanha ucraniana se concentrou no corredor terrestre que liga a Rússia continental à Crimeia, especialmente na rodovia "Novorossiya", o principal projeto logístico inaugurado em 2023 e apresentado por Vladimir Putin como um dos grandes sucessos estratégicos da guerra.
Essa rodovia liga Rostov à península, passando pelas cidades ocupadas de Mariupol e Melitopol, e agora se tornou um ...
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