Inspirando-se na Ucrânia, Taiwan começa a ensinar civis a pilotar drones
País se prepara para possível invasão da China
Um vídeo da unidade ucraniana Signum mostrou em 2022 um dos primeiros ataques bem-sucedidos com drones FPV improvisados contra posições russas, uma cena que muitos analistas consideram o ponto de partida da revolução tática que hoje é estudada por exércitos de metade do mundo.
Foi uma estratégia que começou como uma solução caseira de voluntários e entusiastas. Quatro anos depois, outros países, como Taiwan, estão copiando a ideia e ensinando seus cidadãos a pilotar drones como parte de sua estratégia de defesa.
A lição ucraniana
A guerra da Ucrânia mudou muitas coisas, mas uma das mais profundas foi a forma como o drone deixou de ser uma ferramenta auxiliar para se tornar uma peça central do combate moderno.
Milhares de missões diárias, ataques de precisão baratos e uma capacidade constante de vigiar, corrigir fogo e desgastar o inimigo transformaram a lógica do campo de batalha. Em Taiwan, essa realidade é observada com atenção porque a conclusão é evidente: se a Ucrânia conseguiu resistir durante anos a uma potência superior graças, em parte, aos drones, a ilha acredita que precisa aprender essa lição antes que seja tarde demais.
Por isso, Taipei colocou em prática seu primeiro programa civil de treinamento em pilotagem de drones, uma iniciativa impulsionada pela Kuma Academy que busca ensinar cidadãos comuns algo que, poucos anos atrás, parecia reservado a militares ou entusiastas avançados.
Segundo o site The Guardian, jovens, aposentados e trabalhadores praticam voos ...
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