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Tumba espanhola de 5.700 anos é considerada o maior feito de engenharia da Idade da Pedra

Novo estudo lista técnicas surpreendentes utilizadas em construção com pedra de cerca de 150 toneladas

5 dez 2023 - 10h31
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Representação artística da extração de pedra
Representação artística da extração de pedra
Foto: Rodríguez, J.A.L., Sanjuán, L.G., Álvarez-Valero, A.M. et al. The provenance of the stones in the Menga dolmen reveals one of the greatest engineering feats of the Neolithic. Sci Rep 13, 21184 (2023). https://doi.org/10.1038/s41598-023-47423-y

Uma tumba no sul da Espanha foi considerada por pesquisadores como uma das obras mais complexas de engenharia e arquitetura da Idade da Pedra. Detalhes sobre o monumento foram relevados em um novo estudo publicado na Nature no início de dezembro.

A Cova de Menga foi construída há aproximadamente 5.700 anos e guarda esqueletos de centenas de humanos antigos.

No novo estudo, os pesquisadores descobriram que as pedras usadas da tumba são “principalmente calcarenitas, uma rocha sedimentar detrítica mal cimentada comparável às conhecidas como 'pedras moles' na engenharia civil moderna”.

Essas pedras são particularmente difíceis de transportar sem nenhum dano, o que significa que quem construiu Menga deve ter planejado o projeto meticulosamente.

Pesando cerca de 150 toneladas, a pedra principal de Menga é a segunda maior pedra já usada em um dólmen neolítico.

"Grandes quantidades de madeira devem ter sido utilizadas para construir os andaimes utilizados no processo de extração e para preparar as estradas por onde as pedras maciças eram transportadas", diz o estudo.

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Além do transporte meticuloso, os pesquisadores ressaltam uma escolha cuidadosa do local da construção.

Por exemplo, a posição da tumba alinha-se perfeitamente com a montanha próxima conhecida como "Rocha do Amante" e com o nascer do sol, "produz um padrão complexo de luz e sombra dentro da câmara”.

A localização ligeiramente abaixo da pedreira que fornecia a matéria-prima permitiu aos antigos construtores transportar as rochas maciças numa trajetória de descida constante. Os cientistas também pontuam que o substrato no topo da colina é consideravelmente mais estável do que os solos argilosos moles dos arredores, proporcionando assim uma base mais firme e segura para o monumento.

A natureza porosa das pedras utilizadas para construir o túmulo normalmente as teria deixado vulneráveis aos danos causados pela água. Para superar este problema, mais uma técnica de engenharia: os designers de Menga isolaram as pedras maiores com grandes montes feitos de “camadas alternadas de arenitos planos cuidadosamente interligados e solo compactado”.

"A construção de Menga incorpora um feito único que representa o estado da arte em engenharia megalítica na Península Ibérica pré-histórica e possivelmente na Europa”, conclui a publicação.

Fonte: Redação Byte
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