Beber suco de laranja é muito menos nutritivo do que consumir a própria fruta — e pode até contribuir para diabetes
O consumo de sucos pode ser uma armadilha para o nosso pâncreas
Uma das imagens mais características do café da manhã ideal é, sem dúvida, o suco de laranja recém-espremido, vendido como um ícone de saúde e de vitamina C. No entanto, nos últimos anos, a ciência tem apontado que a melhor forma de aproveitar ao máximo essa fruta é deixá-la inteira, sem espremê-la.
Para entender por que o suco não é igual à fruta, é preciso compreender como funciona o nosso sistema digestivo diante da presença de alimentos. No caso de comer frutas inteiras, o que ingerimos é uma "matriz" complexa que tem a água e a frutose "presas" em seu interior. Trata-se de uma rede de fibras insolúveis e solúveis que obriga o nosso corpo a trabalhar um pouco para conseguir absorver os nutrientes que estão ali no meio.
O fato de ter que ficar "procurando" os nutrientes entre as fibras favorece uma digestão muito mais lenta, fazendo com que os açúcares passem de forma mais "controlada" para o organismo, e não de maneira abrupta. Mas, ao espremer a fruta, essa matriz acaba sendo destruída e os açúcares são libertados da sua prisão, tornando muito mais fácil para o organismo capturá-los.
As consequências
Para a OMS, a frutose intrínseca, o açúcar da própria fruta, passa a ser considerada "açúcares livres", já que não há nada que os retenha. Dessa forma, ao beber o suco, o esvaziamento gástrico é muito rápido, porque não há sólidos para processar, e o resultado é uma grande quantidade de glicose e frutose chegando à corrente sanguínea. Algo que representa um estresse para o ...
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