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Por que o garimpo ilegal faz tão mal ao ambiente e à nossa saúde?

Garimpo ilegal é apontado como uma das principais causas da crise humanitária no norte do Amazonas e Roraima

15 fev 2023 - 18h52
(atualizado às 19h14)
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Garimpeiros em terra indígena estão no epicentro de crise humanitária
Garimpeiros em terra indígena estão no epicentro de crise humanitária
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

No dia 20 de janeiro, o Ministério de Saúde decretou o estado de emergência em saúde pública para a crise dos indígenas Yanomami, no norte do país. Desnutrição, malária, infecções respiratórias agudas e verminoses em idosos e crianças são apenas alguns dos problemas levantados pela pasta.

O garimpo ilegal realizado em terras indígenas é apontado como uma das principais causas da situação. Mas a resposta não é única, segundo especialistas.

Um ponto de partida é entender que, por ser ilegal, o garimpo em terras indígenas traz uma dinâmica de marginalidade para as comunidades em que se instala. São muitos os relatos de estupros e violências diversas sofridas pelos indígenas por parte dos garimpeiros. 

"As pessoas que habitam este local e dependem dele no dia-a-dia para viver são as principais agredidas com essa extração violenta", diz Tatiana da Silva Pereira, professora de biodiversidade da Universidade Federal do Pará.

Além disso, as alterações na geografia do local proporcionadas pelo garimpo causam um "efeito em cadeia" de consequências, segundo Vladimir de Souza, professor de geologia Universidade Federal de Roraima.

A própria construção das instalações ilegais já traz desmatamento, o que muda o habitat natural de muitos animais que serviam de alimento para populações locais e pode atrair vetores de doenças

"Formam-se milhares de pequenas poças de águas parada, onde se reproduzem insetos como o mosquito da malária", cita o professor. O garimpo também provoca o assoreamento e tira grande parte da qualidade da água dos rios.

"A água fica como um leite, eliminando todos os peixes e seres vivos naquela área", comenta. 

O óleo diesel utilizado nas máquinas é despejado sem nenhum tratamento nos cursos d'água, assim como o mercúrio, metal tóxico, proibido e usado irregularmente na separação do ouro durante o garimpo. 

Por ter uma contaminação silenciosa que se camufla por trás de condições como ansiedade, depressão e dores no corpo, muitos afetados pelo metal só descobrem o problema quando já é tarde, padecendo de doenças renais e problemas no sistema nervoso central, comenta Souza. 

"O mercúrio atinge a água, atmosfera e os animais que servem de alimento para outros animais e para o homem. Quando ele contamina cronicamente uma população, pouco a pouco, a população também vai adoecendo cronicamente", diz Pereira. 

Fonte: Redação Byte
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