O pesadelo de Elon Musk continua: X tentou bloquear os deepfakes do Grok, mas barreira não é tão efetiva
Apenas quem paga pode criar imagens com a IA
A plataforma X (antigo Twitter) anunciou a implementação de novas restrições tecnológicas para impedir que sua inteligência artificial, o Grok, seja utilizada para editar imagens de pessoas reais em trajes reveladores, como biquínis e roupas íntimas. A medida surge após uma onda de indignação global e denúncias de que o sistema estava sendo usado para criar milhares de deepfakes sexuais não consensuais a cada hora.
De acordo com a conta oficial @safety, as novas travas aplicam-se a todos os usuários, incluindo os assinantes pagos. Além disso, a empresa introduziu um bloqueio geográfico em regiões como o Reino Unido, onde a criação de deepfakes sem consentimento é crime, exibindo mensagens de erro para quem tenta burlar as regras. O The Verge anunciou que, ainda assim, deepfakes de mulheres reais nuas continuam sendo criados.
O abismo entre a promessa e a realidade
Apesar do tom otimista da empresa de Elon Musk, especialistas e veículos de tecnologia apontam falhas graves na implementação dessas barreiras. Enquanto a X afirma ter resolvido o problema, a realidade prática mostra um cenário diferente:
Relatos indicam que usuários ainda conseguem gerar imagens sexualizadas de mulheres reais apenas alterando ligeiramente as frases de comando (prompts) ou utilizando o site para desktop e versões específicas do aplicativo móvel.
Embora Elon Musk tenha negado publicamente a existência de deepfakes de menores geradas pela ferramenta, relatórios de segurança indicam que milhares de imagens ...
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