China acaba de mostrar ao Japão uma carta diplomática que guardava há décadas: a Segunda Guerra Mundial
China acompanhou destacamento marítimo com campanha diplomática que revive episódios da guerra do século passado
A tensão política entre a China e o Japão ganhou um novo capítulo: o recente confronto entre navios de ambas as nações perto das Ilhas Senkaku/Diaoyu demonstra até que ponto o equilíbrio na Ásia Oriental entrou numa fase de atrito constante. A China lançou uma "carta diplomática" até então inédita: a da Segunda Guerra Mundial.
O incidente, apresentado em termos opostos pelas guardas costeiras de ambos os países, não é um episódio isolado, mas a expressão visível de uma disputa histórica que foi intensificada por fatores estratégicos mais amplos: a ascensão militar da China, a crescente preocupação do Japão com a segurança de Taiwan e a pressão sistêmica da China sobre a região.
Uma década de patrulhamento chinês intensificado, um aumento da presença japonesa e um clima de suspeita, agora alimentado pelo tom mais explícito da nova liderança de Tóquio, se condensam num espaço de apenas algumas ilhas desabitadas. A reação chinesa, que insiste que sua presença na área é uma forma de "afirmar seus direitos", combina-se com uma mensagem interna de firmeza diante de um Japão que, do ponto de vista de Pequim, está cruzando linhas vermelhas.
Ofensiva diplomática chinesa
Pequim acompanhou seu destacamento marítimo com uma campanha diplomática que revive episódios da Segunda Guerra Mundial como instrumento de pressão política. Os apelos da China à Grã-Bretanha, França e Estados Unidos para que se alinhem contra o Japão revelam uma mudança tática: transformar uma disputa territorial e ...
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