Vitamina D na gravidez pode ajudar a memória infantil, mas há um detalhe importante
Suplementos durante a gestação sempre foram questionados por causa dos grandes mitos que existem no mercado
Durante a gravidez, as recomendações de suplementação são um terreno em que a ciência avança com muito cuidado, já que o mais importante é sempre garantir a segurança. Um dos suplementos mais comentados é a vitamina D, tradicionalmente conhecida por seu papel na absorção de cálcio e na saúde óssea, mas que há anos também está no centro das atenções por seu possível impacto no neurodesenvolvimento.
Um novo estudo de origem dinamarquesa voltou seu olhar para essa afirmação, com o objetivo de esclarecer o que acontece quando uma mãe usa suplementação de vitamina D durante a gravidez. Em publicação na JAMA, os pesquisadores relatam que, para chegar a bons resultados, analisaram quase 500 crianças durante vários anos, até finalmente observar se havia melhora cognitiva na infância.
Em que eles se basearam
Para entender essa descoberta, é preciso voltar no tempo até um ensaio clínico randomizado chamado COPSAC2010, cujos resultados iniciais foram publicados em 2016. Esse ensaio buscava avaliar se a vitamina D prevenia o risco de asma ou sibilância persistente nos bebês. Para isso, os pesquisadores dividiram as mães em dois grupos a partir da 24ª semana de gestação:
- Um grupo recebeu a dose padrão recomendada de vitamina D, de 400 UI por dia;
- O outro grupo recebeu uma "megadose" de vitamina D, de 2.800 UI diárias.
A descoberta
Aproveitando esse valioso grupo de 498 crianças, a equipe de pesquisa decidiu extrair mais informações do estudo. Quando essas crianças chegaram aos 10 anos de idade, ...
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