O mundo não tem energia suficiente para a IA, então a China tomou uma decisão extrema: construir data centers gigantescos no fundo do mar
Primeiro centro de dados subaquático comercial já opera a 35 metros de profundidade e promete reduzir até 60% do consumo de energia na corrida pela IA
Enquanto grandes potências mundiais esgotam suas redes elétricas e buscam desesperadamente energia para acompanhar a corrida global pela inteligência artificial, a China decidiu que a resposta para essa crise não está na terra, mas nas profundezas do oceano. Em outubro de 2025, a China colocou em operação em Hainan, o primeiro centro de dados subaquático comercial do mundo, com servidores instalados a 35 metros de profundidade.
A estrutura faz parte de uma estratégia maior para sustentar a grande demanda por computação e energia impulsionada pela IA. Ao usar o oceano como sistema de resfriamento natural, o país quer reduzir drasticamente o consumo elétrico dessas instalações. Por isso, o projeto é retratado como sustentável: ao substituir sistemas tradicionais de climatização pela água do mar, reduz a demanda por eletricidade em larga escala e, consequentemente, as emissões de carbono associadas à geração dessa energia, diminuindo o impacto ambiental da operação desses complexos digitais. Mas a pergunta que começa a surgir é outra: o oceano aguenta?
Pressão energética da inteligência artificial acelera aposta chinesa em data centers subaquáticos
A China tem um histórico de apostar em grandes projetos quando o assunto é tecnologia e infraestrutura. De trens de alta velocidade a grandes investimentos em energia, o país transformou inovação em estratégia de Estado. Não é coincidência, portanto, que essa nova estrutura tenha surgido agora.
O avanço acelerado da inteligência...
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