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O que esperar das discussões sobre tendências tecnológicas no São Paulo Innovation Week?

Trilha discute tecnologias disruptivas e os novos comportamentos que elas inspiram; veja como garantir o seu ingresso

15 abr 2026 - 16h35
(atualizado às 17h07)
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A tecnologia só faz sentido quando entra na vida real e muda a forma como vivemos, trabalhamos, consumimos e nos relacionamos. É com essa premissa que a trilha Tech Trends do São Paulo Innovation Week chega como um dos eixos mais provocativos do festival de inovação, tecnologia e empreendedorismo que acontece de 13 a 15 de maio, na capital paulista.

Mais do que apresentar tendências, a proposta é revelar forças em movimento. Ideias que já estão moldando o presente e que, em muitos casos, ainda nem foram completamente compreendidas. É um palco onde tecnologia deixa de ser promessa e passa a ser estratégia e comportamento.

"O palco quer criar um espaço de troca entre quem constrói inovação e quem a estuda", explica a curadora Monica Magalhaes, futurista, especialista em computação quântica e diretora executiva da Moovers.

O festival, promovido pelo Estadão em parceria com a Base Eventos, vai reunir mais de 2 mil palestrantes, em dezenas de palcos distribuídos entre a Arena Pacaembu e a Faap.

Assinantes do Estadão podem comprar ingressos com 35% de desconto: para adquirir o passaporte para os três dias de evento. Não assinantes podem acessar este link.

A trilha Tech Trends foi concebida como uma jornada que vai além da sequência de palestras. É uma progressão de ideias que se conectam a partir de três movimentos simultâneos:

  • amplitude temática, da geopolítica ao comportamento humano,
  • diversidade (universidade, mercado, governo e mídia dividindo o mesmo palco)
  • profundidade analítica: cada sessão é conduzida por quem, de fato, está construindo ou estudando o que está sendo apresentado.

Modelo chinês ajuda a repensar estratégias

A abertura da trilha, que será no último dia do festival, no dia 15 de maio, já dá o tom: um mergulho na geopolítica da inovação com Ale Fu, diretora de Arquitetura Corporativa de Dados & IA da Salesforce. O ponto de partida é a China como protagonista de um modelo próprio, altamente colaborativo, que desafia o Ocidente a repensar suas estratégias tecnológicas. Em pauta, temas como soberania digital, computação quântica e energia sustentável.

A palestrante Ale Fu vai abordar o modelo chinês de inovação no São Paulo Innovation Week
A palestrante Ale Fu vai abordar o modelo chinês de inovação no São Paulo Innovation Week
Foto: Reprodução via instagram/@a_alefu / Estadão

Na sequência, a trilha avança para territórios mais sensíveis. A inteligência artificial deixa de ser apenas ferramenta e passa a criar relações. Com Carla Mayumi, o debate gira em torno da humanização da IA: como máquinas começam a mediar emoções, decisões e vínculos.

Outro ponto alto é a discussão sobre computação quântica como ativo estratégico de nações, com os professores Cláudio Furtado e Amílcar Queiroz, da Universidade Federal da Paraíba. Um tema que entra no centro das disputas globais por poder e autonomia tecnológica.

A palestrante Carla Mayumi vai discutir a humanização da inteligência artificial durante o evento
A palestrante Carla Mayumi vai discutir a humanização da inteligência artificial durante o evento
Foto: Reprodução via instagram/@cmayumia / Estadão

Você sabe o que é biohacker?

O corpo também entra em cena. Literalmente. Em "Upgrade Humano: Já Somos Todos Biohackers?", a advogada especialista em inovação jurídica Danielle Serafino provoca o público a refletir sobre os limites entre biologia e tecnologia. O biohacking surge como um movimento que redefine o cuidado com o corpo e levanta questões éticas inevitáveis.

Na área da saúde, Marco Bego e Natalia Cuminale, do Hospital das Clínicas, mostram como a inovação pode enfrentar os desafios do maior sistema de saúde do País, apontando caminhos concretos para eficiência, escala e acesso.

Já no universo financeiro, o painel com Tetê Meyer e Paula Sayão, com mediação de Tatá Scaroni, explora o equilíbrio delicado entre dados e intuição e como a tecnologia pode ampliar (ou limitar) decisões personalizadas.

O encerramento deixa no ar uma questão: em um mundo de máquinas cada vez mais capazes, o que ainda nos torna insubstituíveis? "É uma pergunta que atravessa todas as conversas do dia", antecipa Monica Magalhaes.

Para quem quer entender o que vem por aí antes que vire manchete, o convite para a trilha Tech Trends está feito.

Estadão
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