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Nos anos 1970, cientistas inventaram um fantasma — e não esperavam que ele começasse a se comunicar

Criado para testar fenômenos de sessões espíritas, personagem fictício passou a responder aos pesquisadores, revelando o poder da sugestão e do efeito ideomotor

3 nov 2026 - 14h38
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Resumo
Na década de 1970, cientistas de Toronto criaram um fantasma fictício, batizado de Philip, para investigar se fenômenos espíritas vinham de espíritos ou da mente dos participantes. Após recriarem a atmosfera de sessões vitorianas com rituais e cantos, o grupo presenciou mesas vibrando, levitando e emitindo batidas comunicativas de "sim" e "não". O teste sugeriu que tais manifestações podem decorrer de fatores psicológicos ou psicocinéticos do próprio grupo, e não de entidades sobrenaturais reais.
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Foto: Xataka

Na década de 1970, integrantes do Grupo de Pesquisa Parapsicológica de Toronto realizaram um experimento para testar se os fenômenos observados em sessões espíritas decorriam de forças externas ou de fatores psicológicos dos próprios participantes. Para isso, criaram um fantasma inteiramente fictício chamado Philip.

A criação de Philip Aylesford

Para dar consistência ao teste, o grupo inventou uma biografia detalhada para o personagem: Philip Aylesford teria sido um nobre inglês do século XVII, senhor de Diddington Manor. Casado por conveniência política, apaixonou-se por outra mulher, que acabou acusada de bruxaria e executada a mando de sua esposa; desolado, Philip teria se suicidado saltando de uma muralha.

Nas primeiras sessões convencionais, os pesquisadores tentaram contato direto, sem sucesso.

A recriação do ambiente vitoriano

Buscando destravar o experimento, a equipe passou a reproduzir as condições das sessões da era vitoriana, época em que o espiritismo era comum na alta sociedade. Sem a presença de médiuns profissionais, os participantes adotaram cantos, conversas temáticas e a atmosfera ritualística daquele período.

Com a mudança de dinâmica, a mesa de apoio começou a vibrar, mover-se e demonstrar pequenas levitações. Em seguida, surgiram respostas sonoras atribuídas a Philip: uma batida na madeira para "sim" e duas para "não".

As explicações científicas

O resultado gerou interpretações divergentes entre os envolvidos:

Xataka
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