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Binance sofreu o maior roubo de criptomoedas da história, mas o verdadeiro teste veio depois: a confiança

Clientes retiraram US$ 7,4 bilhões após a reabertura da plataforma, enquanto a corretora afirma já ter recomposto 95% dos ativos drenados pelo ataque.

3 nov 2026 - 13h44
(atualizado às 14h07)
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Resumo
A Binance sofreu o maior ataque hacker da história do setor de criptomoedas em 29 de outubro, com o desvio de US$ 6,3 bilhões atribuído pelo FBI ao grupo norte-coreano TraderTraitor. O incidente abalou a confiança na maior exchange do mundo e paralisou as operações por cerca de dois dias. Após a reabertura dos saques em 1º de novembro, os usuários retiraram US$ 7,4 bilhões em resposta à crise, enquanto os depósitos somaram apenas US$ 2,7 bilhões no mesmo período.
Imagem Binance
Imagem Binance
Foto: Bastian Riccardi / Xataka

Não é preciso operar com criptomoedas para já ter ouvido falar da Binance. O nome da plataforma se consolidou como uma das principais referências em um mercado que atrai milhões de investidores no mundo todo. Trata-se da maior exchange de criptomoedas do planeta, um espaço onde usuários compram, vendem e guardam seus ativos digitais. No entanto, por trás dessas transações diárias, existe um elemento invisível nos gráficos de cotação e igualmente crucial: a confiança depositada em uma empresa na hora de colocar o próprio patrimônio sob sua custódia.

No dia 29 de outubro, essa relação de confiança enfrentou um abalo sem precedentes. A Binance sofreu um ataque hacker no qual invasores desviaram ativos digitais estimados em cerca de US$ 6,3 bilhões — considerado o maior roubo da história do setor. Com as retiradas bloqueadas por cerca de dois dias, o FBI atribuiu a invasão ao grupo TraderTraitor, associado à Coreia do Norte. O impacto imediato do incidente foi assustador, mas a maior incógnita ainda estava por vir: como os clientes reagiriam no momento em que os saques fossem liberados?

Quando a corretora restabeleceu as retiradas no domingo, 1º de novembro, o fluxo de movimentações atingiu números expressivos. De acordo com o The Wall Street Journal, os usuários sacaram cerca de US$ 7,4 bilhões. Esse montante representa a retirada bruta e não a saída líquida de recursos, já que no mesmo período foram feitos cerca de US$ 2,7 bilhões em depósitos. O saldo negativo final ficou em ...

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