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Centros de dados no espaço: Google dá passo importante ao conseguir executar IA em órbita

O Google está desenvolvendo seus próprios aceleradores de inteligência artificial há mais de uma década

3 nov 2026 - 11h56
(atualizado às 12h46)
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Resumo
O Google deu um passo rumo aos data centers espaciais ao executar com sucesso inteligência artificial em órbita. Por meio do Project Suncatcher, em parceria com a Planet e a SpaceX, a empresa utilizou um chip TPU em um satélite para rodar o modelo Gemma e gerar um haicai. O teste pioneiro busca soluções para a alta demanda de energia e refrigeração dos centros de dados terrestres, provando a viabilidade inicial da computação no espaço.
IA do espaço
IA do espaço
Foto: Google / Xataka

Estamos acostumados a utilizar a inteligência artificial para tarefas cotidianas como esclarecer uma dúvida ou traduzir um texto. Fazemos isso pelo celular ou computador, sem nos deter muito nos enormes recursos computacionais que tornam cada resposta possível. No entanto, por trás dessa aparente simplicidade, existe uma infraestrutura física que precisa de energia, refrigeração e comunicação para funcionar. E, enquanto continuamos ampliando suas capacidades aqui na Terra, também está sendo explorada uma possibilidade que, até pouco tempo atrás, parecia muito mais distante: levar parte dessa computação para o espaço.

O Google já deu um primeiro passo para explorar essa possibilidade. Em 30 de outubro, a empresa anunciou que havia recebido, da órbita, uma resposta gerada por seu modelo aberto Gemma 4 por meio de uma unidade de processamento tensorial (TPU), um chip especializado de categoria de centro de dados. O satélite, construído em colaboração com a Planet e lançado em 1º de outubro em uma missão da SpaceX, faz parte do Project Suncatcher, iniciativa com a qual a empresa pesquisa a computação espacial. Por enquanto, o resultado não equivale a ter um centro de dados funcionando lá em cima. O teste consistiu em algo muito mais simples: pedir ao modelo que escrevesse um haicai sobre o espaço.

Para verificar se tudo funcionava, os pesquisadores aproveitaram uma janela de comunicação com uma estação terrestre e enviaram uma instrução ao satélite: escrever um haicai sobre estar...

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