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Morcegos usam “sons” de death metal para se relacionarem, diz estudo

Animais ecolocalizadores têm alcance vocal grande de sete oitavas, em comparação com as três ou quatro oitavas da maioria dos mamíferos

30 nov 2022 - 12h04
(atualizado às 12h07)
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Khosta-2, um "primo" do coronavírus, originou de morcegos (Imagem: CreativeNature_nl/envato)
Khosta-2, um "primo" do coronavírus, originou de morcegos (Imagem: CreativeNature_nl/envato)
Foto: Canaltech

Quando se trata de cantar, os morcegos podem levar uma certa vantagem no mundo animal. Cientistas da Universidade do Sul da Dinamarca descobriram que esses mamíferos usam estruturas distintas na laringe para produzir chamadas de ecolocalização de alta frequência e "conversas" de baixa frequência entre eles. Os resultados foram publicados na revista científica PLOS Biology.

De acordo com a pesquisa, as estruturas usadas para fazer as chamadas de baixa frequência são análogas àquelas usadas pelos vocalistas de death metal em seus grunhidos. 

Os morcegos ecolocalizadores têm um alcance vocal extremamente grande de sete oitavas, em comparação com apenas três a quatro oitavas para a maioria dos mamíferos, incluindo humanos. Os pesquisadores descobriram que suas chamadas de ecolocalização e interações sociais variam entre um e 120 quilohertz (kHz), tornando-os únicos entre os mamíferos.

Para entender como diferentes estruturas vocais permitem que os morcegos criem uma gama tão ampla de gritos, os pesquisadores extraíram a laringe de cinco morcegos adultos do tipo Daubenton (Myotis daubentonii), montaram e filmaram a 250 mil quadros por segundo enquanto aplicavam um fluxo de ar para imitar a vocalização natural. Depois, usaram um protótipo de máquina para reconstruir o movimento das membranas vocais que foram obscurecidas por outras estruturas.

A cena foi capturada no interior de uma caverna no México onde cobras caçam morcegos no cair da noite
A cena foi capturada no interior de uma caverna no México onde cobras caçam morcegos no cair da noite
Foto: Fernando Constantino Martínez Belmar/WPY / BBC News Brasil

Morcegos cantores

Após as análises, os pesquisadores descobriram que a pressão do ar gerava vibrações autossustentáveis na membrana vocal em frequências entre dez e 70 quilohertz, suficientes para produzir chamadas de ecolocalização de alta frequência. 

Por outro lado, dobras mais grossas da membrana logo acima das cordas vocais, chamadas “pregas ventriculares”, vibravam em frequências entre um e três quilohertz e provavelmente estão envolvidas na produção das conversas de baixa frequência dos animais

Para fins de comparação, alguns humanos também usam suas pregas ventriculares para produzir vocalizações de baixa frequência, como grunhidos de death metal e cantos de garganta Tuvan.

Esta é a primeira vez que pesquisadores observam diretamente as vibrações autossustentadas em estruturas vocais de morcegos que podem gerar ecolocalização e interação social. De acordo com os autores, a seleção natural para produzir chamadas de alta frequência para ecolocalizar presas. Já as chamadas de frequência muito mais baixa para conversas criaram pressões evolutivas distintas que expandiram o alcance vocal dos morcegos. 

Além disso, eles observam que “os morcegos vibram membranas extremamente finas e leves que se estendem de suas pregas vocais para fazer suas chamadas ultrassônicas de alta frequência para ecolocalização”.

“Para estender seu alcance vocal inferior limitado, os morcegos fazem chamadas agressivas com suas pregas ventriculares – como nos rosnados do death metal”, escreveram. 

Fonte: Redação Byte
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