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Intel acredita que apoio do governo dos EUA sairá muito caro: empresa se prepara para possível fracasso em outros países

SoftBank injetou US$ 2 bilhões na Intel Em 2024, 76% da receita da empresa veio de vendas fora dos EUA

2 ago 2025 - 13h09
(atualizado em 2/9/2025 às 09h12)
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Foto: Xataka

Na semana passada, surgiu uma das notícias mais relevantes do verão: o governo dos EUA estava negociando com a Intel a possibilidade de adquirir uma participação de 10% na empresa. A maioria das decisões tomadas pelo governo desde que Donald Trump retornou à Casa Branca, em 20 de janeiro, tem um único objetivo: fortalecer e tornar independente a indústria de semicondutores dos EUA.

A Intel é a maior fabricante de chips do país, portanto, permitir sua queda não é uma opção para Washington. Esse princípio levou ao desfecho já esperado: os EUA finalmente compraram 10% da Intel para salvá-la da falência. O governo americano tornou-se acionista, mas se comprometeu a não interferir nas decisões da companhia. À primeira vista, parece uma ótima notícia para a Intel, mas pode não ser tão vantajosa. A própria empresa reconheceu isso.

Vendas no exterior e o acesso a subsídios futuros estão em risco

Lip-Bu Tan, CEO da Intel, declarou em vídeo publicado pelo Departamento de Comércio dos EUA que a entrada do governo no capital da empresa é positiva: "Não preciso do subsídio, mas confio que o governo americano finalmente será nosso acionista". A fala ocorreu antes da assinatura do acordo, mas, poucas horas após a oficialização do negócio, a Intel admitiu — conforme noticiado pela Reuters e pela CNBC — que a entrada do governo em sua estrutura acionária poderia prejudicar os negócios no exterior e limitar o acesso a futuros subsídios.

O mercado americano é importante para a Intel, mas o ...

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