Elon Musk vs. OpenAI: juíza nega arquivamento e caso será decidido por júri popular
Julgamento popular deve começar em março de 2026
A disputa legal entre a pessoa mais rica do mundo e a criadora do ChatGPT acaba de ganhar um novo e decisivo capítulo. Uma juíza da Califórnia rejeitou o pedido de arquivamento feito pela OpenAI, determinando que há evidências suficientes para que o processo movido por Elon Musk siga para um julgamento por júri, previsto para começar em março de 2026.
Musk, que ajudou a fundar a organização em 2015, acusa a empresa de ter traído suas promessas originais. Segundo o bilionário, a OpenAI abandonou sua missão de ser uma entidade sem fins lucrativos e de código aberto voltada para o benefício da humanidade, transformando-se em uma subsidiária "de facto" da Microsoft em busca de lucros.
As promessas de fundação em xeque
No centro da batalha judicial está o que Musk chama de "Contrato de Fundação". Ele alega que:
- Sam Altman e Greg Brockman prometeram que a OpenAI combateria o monopólio do Google de forma aberta e segura.
- Musk afirma ter doado cerca de US$ 38 milhões, representando 60% do financiamento inicial da startup, além de oferecer credibilidade estratégica.
- O processo sustenta que a transição para um modelo lucrativo e o acordo multibilionário com a Microsoft foram manobras para enriquecer os cofundadores.
Decisão da justiça
A juíza distrital Yvonne Gonzalez Rogers afirmou que, embora as provas apresentadas por Musk sejam "circunstanciais", elas são substanciais o suficiente para justificar um julgamento.
"Houve garantias de que a estrutura seria mantida, mas muitas informações...
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