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Estamos gastando mais em energia solar do que na produção de petróleo pela 1ª vez

Em 2022, para cada dólar gasto em combustíveis fósseis, US$ 1,70 foi para energia limpa. Há cinco anos, as duas fontes recebiam o mesmo

1 jun 2023 - 14h52
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Relatório anual da Agência Internacional de Energia mostra quais fontes de energia receberam mais investimento
Relatório anual da Agência Internacional de Energia mostra quais fontes de energia receberam mais investimento
Foto: Nuno Marques/Unsplash

Pela primeira vez na história o mundo está investindo mais em energia solar do que na produção de petróleo. Quem diz é a Agência Internacional de Energia, que acaba de publicar seu relatório anual sobre investimento global em energia.

Em 2013, a produção global de petróleo movimentou US$ 636 bilhões em investimentos, enquanto a energia solar captou US$ 127 bilhões. Dez anos depois, são US$ 371 para o petróleo e US$ 382 para a energia solar.

O relatório mostra uma tendência geral no crescimento do financiamento em energias limpas. Em 2022, para cada dólar gasto em combustíveis fósseis, US$ 1,70 foi para energia limpa. Apenas cinco anos atrás, as duas fontes recebiam quantias similares de investimento.

"A recuperação da pandemia de Covid-19 e a resposta à crise global de energia deram um grande impulso ao investimento global em energia limpaA recuperação da pandemia de Covid-19 e a resposta à crise global de energia deram um grande impulso ao investimento global em energia limpa", diz a agência.

O crescente domínio da energia limpa é ainda mais evidente quando se trata de energia solar e energia eólica, mas setores como o de carros elétricos também estão crescendo rapidamente: os gastos passaram de US $ 29 bilhões em 2020 para US $ 129 bilhões esperados em 2023.

Gastos com baterias para armazenamento de energia devem dobrar entre 2022 e 2023. 

Caminho longo à frente

Os números podem ser animadores, mas o caminho para atingirmos um modelo de produção e consumo de energia sustentável ainda é longo.

Segundo a Agência Internacional de Energia, para manter o aquecimento global abaixo de 1,5 °C em relação aos níveis pré-industriais e evitar os piores impactos da mudança climática no planeta Terra, precisamos zerar nossas emissões líquidas por volta de 2050.

E para atingirmos essa meta, o órgão calcula que o investimento anual precisa ser atingir US$ 4,5 trilhões em 2030 — quase o triplo dos gastos atuais. 

Fonte: Redação Byte
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